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Patricia Marx revela ter sofrido assédio sexual na época do Trem da Alegria

A cantora Patrícia Marx em entrevista ao programa "Domingo Show", da Record - Record/Divulgação
A cantora Patrícia Marx em entrevista ao programa "Domingo Show", da Record Imagem: Record/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

10/11/2016 14h03

Em entrevista ao programa "Domingo Show", Patricia Marx voltou a falar sobre os abusos que sofreu desde criança quando iniciou sua carreira no grupo infantil Trem da Alegria. Aos 42 anos, a cantora relembrou a fase de sucesso nos anos 1980 que acabou marcada não só pelas alegrias, mas também por muito assédio, inclusive de cunho sexual.

"Eu tive assédio. Assédio de produtores, assédio de adultos, assédio de diretores de gravadora, de artistas. As pessoas queriam me tocar, me beijar, algumas me beijaram a força. Falaram coisas chulas para mim: 'Senta no meu colo, me dá um beijinho, deixa eu beijar você'. Coisas que são invasões do seu corpo e sem permissão. Sofri assédio de políticos e apresentadores de televisão", ela contou ao programa, dizendo sentir "nojo" toda vez que se lembra.

Patricia Marx começou a carreira aos 9 anos no programa de televisão "Clube da Criança", em 1983. Um ano depois entrou para o grupo infantil Trem da Alegria, ao lado de Luciano e Juninho Bill. Em 1994, ela se lançou em carreira solo, emplacando vários sucessos em trilhas sonoras de novelas, como "Malhação".

"Eu fui crescendo e comecei a entender o jogo, daí você tem que jogar. Tem que entrar no jogo porque você tem que trabalhar, se você não entrar no jogo você está fora", contou a cantora sobre a continuação da carreira.

A entrevista completa com a cantora vai ao ar no próximo domingo (13), a partir das 19h30, no "Domingo Show", da Record

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