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Com zoeira de sempre, disco novo do Molejão tem arrocha e pagode ostentação

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26.nov.2016 - Capa do disco Molejo Club, novo lançamento do Molejão Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

26/11/2016 14h43

Na última sexta-feira (25), o grupo Molejo, ou Molejão para os mais íntimos, disponibilizou na internet o “Molejo Club”, primeiro disco da banda em seis anos.

Com 15 faixas inéditas, o álbum é bem-humorado, alto-astral e mantém o DNA “zoeiro” do grupo, um dos mais bem-sucedidos entre os pagodeiros dos anos 90.

“Fofoca é Lixo”, a atual música de trabalho, pode ser considerada um desabafo e exalta aqueles que só querem curtir a vida. “Deixa eu beber porque minhas contas estão em dia/Eu não admito covardia/Larga do meu pé chega para lá/Vai se ferrar”, diz o refrão.

A irreverência do grupo, sintetizada pela voz do vocalista Anderson Leonardo, aparece ainda em faixas como “Meu Sonho” e “Desculpe por tudo”.

Na primeira, Leonardo confessa que sonhou que era gay, corno, broxa e mentiroso. Já na segunda, o pagodeiro abusa do duplo sentido e se desculpa com a mulher amada. “Desculpe por tudo/ Eu sei que fui grosso e te machuquei por dentro/Você é tão justa e eu cabeçudo”, diz a letra.

Mostrando que o Molejo está em sintonia com a realidade musical brasileira, “Desculpe por tudo” aparece em duas versões, uma em pagode tradicional e outra em arrocha, ritmo que lançou grandes nomes da cena recente como Pablo e Wesley Safadão.

O disco traz ainda a canção “Incendiou”, cuja letra fala de balada, bebida e camarote, claramente inspirada no movimento ostentação propagado na música pelo funk e pelo sertanejo.

As mulheres e os relacionamentos amorosos também aparecem bastante em “Molejo Club”. “Um Não Quer Dois Não Briga”, composição de Xande de Pilares, fala sobre um amor superado. Enquanto “Mulher Bipolar” faz uma crítica “às mulheres de lua”, que vivem mudando de opinião.

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