Música

Corpo de Loalwa, do Kaoma, será enterrado nesta quinta, 2 meses após crime

Do UOL, em São Paulo

14/03/2017 19h17

Os restos mortais da cantora Loalwa Braz, do Kaoma, brutalmente assassinada em janeiro, enfim foram liberados do IML (Instituto Médico Legal) de Saquarema para o sepultamento. Segundo a família, o corpo começará a ser transportado nesta quarta (15) para Serra (ES), onde será enterrado no Cemitério Jardim da Paz na quinta (16). Enquanto isso, ele permanece em uma das capelas da Funerária Região dos Lagos, em Bacaxá, distrito de Saquarema.

A liberação da Justiça para o sepultamento aconteceu apenas na última sexta (10). Segundo o irmão da cantora, Walter Braz, o resultado da identificação, obtido pelo Instituto de Genética Forense, saiu no dia 22 de fevereiro, chegando à Saquarema apenas na última terça (7), devido ao recesso de Carnaval.

O corpo de Loalwa ficou parado por semanas no Instituto Médico Legal (IML) de Araruama, na Região dos Lagos do Rio, que não tinha nitrogênio líquido e reagente necessários para realizar o exame de DNA. Atualmente, o Estado passa por uma de suas piores crises financeiras da história.

Sem obter o exame e a consequente expedição da certidão de óbito, a família não poderia transportar o corpo de Loalwa para outro Estado, tendo de enterrá-la na condição de indigente. "Não sei como eles conseguiram o material para o exame, só sei que conseguiram", disse ao UOL Walter Braz, que enterrará a irmã ao lado da mãe.

"Não dá para dizer o que é mais difícil e complexo nessa história. Se é o assassinato, se é a falta de recursos do Estado do Rio ou se é um problema de competência, de uma burocracia exagerada. Acho que é tudo isso junto", lamenta.

Crime

Famoso mundialmente pelos hits "Chorando se Foi" e "Dançando Lambada", com a banda de lambada Kaoma, Loalwa foi encontrada carbonizada dentro do porta-malas do próprio carro no dia 19 de janeiro. O veículo, que foi incendiado, estava próximo da residência de Saquarema, onde ela mantinha uma pousada.

Três suspeitos foram presos por latrocínio e levados para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu (RJ). Um deles era funcionário da pousada. Segundo a polícia, foram levados da casa dela cerca de R$ 15 mil, celular, louças, porcelana e discos. A pena para o crime de latrocínio é de até 30 anos.

Antônio Carlos/Futura Press/Estadão Conteúdo
Carcaça do carro onde foi encontrado o corpo da cantora Loalwa Braz, em Saquarema (RJ) Imagem: Antônio Carlos/Futura Press/Estadão Conteúdo

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