Música

Roda de samba de Paulinho e Marisa tem Titãs e emociona ao lembrar bambas

Francisco Cepeda/AgNews
5.mai.2017 - Marisa Monte e Paulinho da Viola se apresentaram juntos no Citibank Hall, em São Paulo Imagem: Francisco Cepeda/AgNews

Tiago Dias

Do UOL, em São Paulo

06/05/2017 08h09

Minutos antes da estreia do show de Paulinho da Viola e Marisa Monte, nesta sexta-feira (5) em São Paulo, enquanto o público ainda se acomodava, uma pequena vitrola no canto do palco tocava sambas antigos, dando um sinal claro de que a apresentação a seguir seria restrita ao universo que selou o encontro dos dois artistas.

A turnê em conjunto, que também passa por Belo Horizonte e Rio de Janeiro, de fato celebra preciosidades da velha guarda. Mas mesmo com o samba servindo de espinha dorsal do espetáculo, pequenas doses do universo de Marisa Monte fizeram com que o sambista de 74 anos tocasse e ajudasse a cantar até mesmo uma canção do Titãs.

Já no final do espetáculo, Paulinho acompanhou com cavaquinho a levada mais pop de "Comida" e ajudou no coro de "Você tem fome de quê, você tem sede de quê".

Ver o sambista em um raro aceno para fora de seu universo certamente é um evento, mas a parceria brilha mesmo ao se alimentar e beber na fonte dos bambas antigos, em especial os da Velha Guarda da Portela, que iluminou a infância de Marisa, quando seu pai fora diretor da escola, e toda a trajetória de Paulinho.

É quando o espetáculo ganha força e se transforma em uma grande roda de samba – um tanto luxuosa, é verdade, com ingressos de até R$ 560 -- onde histórias são emendadas com sambas de origem humilde, quase sempre no improviso, o que pode render boas surpresas de um show para o outro.

Assim como no toca-discos, giram no palco poesias de compositores como Mijinha ("Sentimentos"), Argemiro Patrocínio ("Dizem que o Amor"), Candeia ("Preciso Me Encontrar"), Bubú da Portela e Jamelão ("Esta Melodia") e Monarco ("Portela, Passado de Glória").

Com vozes de tons e doçuras distintas, o dueto rende momentos de pura beleza e harmonia em "Pra Ver as Meninas" e "Sinal Fechado", mas também surpreende quando músicas da cantora pedem a vez, como em "Universo ao Meu Redor” e em "Carnavália", dos Tribalistas, primeira canção com tom mais pop da apresentação.

Prova de que o cancioneiro antigo ainda emociona foi a ovação da plateia para a centenária "Carinhoso", de Pixinguinha. O dueto, registrado anteriormente no documentário sobre o sambista, "Meu Mundo é Hoje", e lançado ano passado na compilação de Marisa, "Coleção", foi cantada duas vezes com coro da plateia.

Assim também foi com “Foi um Rio que Passou em Minha Vida", escrita por Paulinho em 1970 em homenagem à sua escola do coração e que inspirou o samba-enredo que deu à agremiação o título de 2017. Mesmo colaborando mutuamente com as outras referências da amiga, Paulinho se reconheceu: "Agora até eu sou da velha guarda".

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