Música

10 músicas que falam de masturbação, e você nunca percebeu (ou quase isso)

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Roger Daltrey, Angélica, Elvis Costello e Billy Idol, que já cantaram sobre o "autoprazer" Imagem: Reprodução/Montagem

Do UOL, em São Paulo

11/05/2017 04h00

Sem hipocrisia aqui. É fato que o milenar ato da masturbação faz parte da vida de muita, muita gente, e com os músicos não é diferente. Ao longo das últimas décadas, inúmeras vezes eles trataram do tema, principalmente em letras —muitas delas extremamente diretas, outras nem tanto.

Aproveitando que maio é o mês das noivas e, nos Estados Unidos, também o do chamado "autoprazer", selecionados abaixo dez clássicos que dissertam sobre esse tabu. Um repertório amplo e que não se encerra nesta lista.

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Imagem: Reprodução

The Who - "Pictures of Lily" (1967)

Fotos de Lily, me ajudaram a dormir à noite
Fotos de Lily, resolveram meus problemas juvenis
Fotos de Lily, me ajudaram a me sentir bem

O jovem Roger Daltrey, vocalista do The Who, canta que, por algum motivo, não consegue mais dormir à noite. O pai dele, então, decide pendurar no quarto antigas fotos de uma mulher chamada Lily, que misteriosamente o tiraria da solidão e resolveria todo imbróglio noturno. Sabemos como. Foi tiro e queda.

Chuck Berry - "My Ding-A-Ling" (1972)

E mamãe me levou para a escola
Mas eu parei no ‘melhor de você’
Toda vez que o sinal tocava
Me pegavam brincando com meu ‘sininho’

O “sininho” que intitula a música, dado pela avô do eu lírico adolescente, repete-se pelas estrofes deste clássico de Chuck Berry. Mas por que será que o pai do rock ficaria tão tentado a balançar por aí o brinquedinho, escondido, irracionalmente e sempre que tinha a chance, como diz a letra? Sim, é a metáfora que você está pensando.

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Elvis Costello & The Attractions - “Pump It Up” (1978)

No centro do prazer
Determinado ou enviado do céu
Ouça a propaganda
Ouça as últimas calúnias
Não há nada de desleal
Que ela não entenderia
Bombeie-o até que você possa sentir
Bombeie-o até quando você não precisa


Veja que até Elvis Costello, um dos grandes letristas do rock, também era obcecado pela ideia da popular bronha. Aqui, ele fala de toda sua frustração ao ter de lidar com um “mulherão”, e o “pump It up” surge com um duplo significado: refere-se tanto à ação masturbatória quanto à de aumentar o volume da música, energética.

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Billy Idol - "Dancing with Myself" (1980, relançada em 1982)

Quando não tem mais ninguém à vista
Na solitária noite cheia de pessoas
Bem, eu esperei tanto tempo
Por minha vibração de amor
E eu estou dançando comigo mesmo


Existem duas notórias explicações para essa letra. A primeira: Idol se inspirou no dia em que foi à uma boate japonesa e observou jovens dançando sozinhos em frente a um espelho. A outra? Bem, muitos comparam o ato sexual, e por extensão a masturbação, ao vaivém da dança.

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Cyndi Lauper - "She Bop" (1983)

Eu os vejo toda noite num jeans apertado
Nas páginas azuis de uma revista de meninos
Eu estava pensando numa nova sensação
Eu estou experimentando uma boa vibração
Oh, ela bate...

Lançada na conservadora era Reagan, "She Bop" causou polêmica nos Estados Unidos por penetrar tão diretamente em um assunto espinhoso. A letra chega a brincar com a crença popular de que a masturbação causa cegueira, com trechos como “dizem que é melhor eu encontrar um companheiro, porque não consigo mais parar de mexer na zona de perigo”.

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Angélica - "Vou de Táxi" (1988)

Pela janela do meu quarto
Ouço a buzina
Me chamando
Quem será que vem me acordar?
Mas no banho
Foi só me tocar
De repente
Lembrei do teu olhar


Quer dizer então que você ouvia a adaptação da francesa “Joe le Taxi”, da cantora Vanessa Paradis, e simplesmente não conseguia ligar a letra à “perversão”? Acontece. Lembrando que, na época em que "Vou de Táxi" foi lançada, Angélica tinha 15 anos, fase em que certas descobertas adolescentes costumam se ser consolidadas.

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Divinyls - "I Touch Myself" (1990)

Eu não quero mais ninguém
Quando eu penso em você eu me toco
Oh, eu não quero mais ninguém
Oh, não, oh não, oh não

 
Coqueluche das pistas de dança dos anos 1990, o hit da banda australiana só conseguia enganar quem não tinha conhecimento de inglês. Com o "lirismo" de "quando eu estou por baixo, eu quero você em cima de mim”, "I Touch Myself" é cantada na voz de uma mulher que “resolve a vida” quando seu par não está por perto. Uma impagável lição de empoderamento.

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Toni Braxton - "You're Makin' Me High" (1996)

Eu posso te imaginar
Tocando minhas partes íntimas
Apenas com seu pensamento
Eu não consigo não me tocar
Por isso que te quero tanto

Aqui, Toni Braxton fala de uma pessoa que fica bastante excitada, “alta”, quando outra está por perto. Em entrevista, ela já chegou a afirmar que a inspiração, na verdade, veio do uso de maconha. Acompanhando os versos, não dá para ter certeza absoluta disso.

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Britney Spears - "Touch Of My Hand" (2003)

Porque eu acabei de descobrir
Que a imaginação está tomando conta
Outro dia sem um amante
Mais eu tenho entendido
O toque da minha mão

Se Madonna já havia tocado no tema nos anos 1980, com “Into the Groove”, e em outros momentos, Britney Spears foi ainda mais a fundo com sua "Touch of My Hand". Ela prega o autoconhecimento e o fim das vergonhas desnecessárias: "Eu me amo. Isso não é pecado. Não posso controlar o que está acontecendo", canta em outro trecho.

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Os Cascavelletes - "Nega Bombom" (1989)

Baum Baum Baum faz aquela, nega, do outro lado daquela rua
Baum Baum Baum faz aquela, nega, do outro lado daquela rua
Baum baum baum faz o meu coração, aposta disse o meu irmão
Baum baum baum faz aquela nega do outro lado daquela rua, baby, punhetinha de verão!

A citação da trilha sonora da novela "Top Model" fala por si.

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