Música

Com onda das drogas decoradas, Baby viaja no rock em show "experience"

Tiago Dias

Do UOL, em São Paulo

13/05/2017 12h06

Baby do Brasil mostrou que sua energia e jovialidade são atemporais na estreia em São Paulo de seu novo show, "Baby do Brasil Experience", na recém-inaugurada Casa Natura Musical. E que também é possível “viajar” mesmo sendo uma pastora “careta”.

“Quando estamos nessa 'experiência', vale tudo", disse para a plateia logo no início da apresentação. "Tudo menos drogas e sexo, principalmente para quem, como eu, já decorou toda a onda".

Tiago Dias/UOL
Baby do Brasil estreia seu show "experience" em São Paulo Imagem: Tiago Dias/UOL
 Após décadas de amor livre e viagens lisérgicas, Baby se apresenta com êxtase visível no rosto, mas sua droga agora é só a música – e o uso é sem parcimônia, especialmente com as guitarras de Daniel Santiago e Frank Solari.

Em uma fase em que diz estar novamente apaixonada pelo instrumento, Baby faz uma ponte com outra experiência histórica, a de Jimi Hendrix, que há exatos 50 anos lançava seu 'debut' com um power trio matador, o The Jimi Hendrix Experience. Não à toa, é um trecho de “Foxy Lady” que anuncia a chegada da cantora.

Mesmo sem tocar, é Baby a chama viva no palco. Maestrina dessa ‘experiência’, ela comada todo o andamento do show, orienta o baterista Jorginho Gomes, irmão de Pepeu, e pede para os guitarristas a sonoridade exata que quer ouvir, emulando o som na boca: "Quero bem suja agora", pede.

A verve roqueira é centrada no viço vocal, intacto desde sua estreia no Novos Baianos no início dos anos 1970. Com o gogó abençoado “in the name of jesus”, como costuma sempre dizer nas apresentações, ela revisita o repertório da antiga banda, com “Tinindo Trincando” e “A Menina Dança”, mas sobretudo as odes positivistas e naturalistas da carreira solo, como em "Paz e Amor", “Telúrica” e “Masculino e Feminino”.

O peso também traz certa dose de blues, como na nova canção "Aquela Porrada", parte de seu próximo disco de inéditas, e em uma versão de "Summertime", mas está calcado mesmo nas experimentações com a música brasileira, com “Malandro”, “Aquarela do Brasil”, “Brasil pandeiro” e “Samba da minha terra”.

E já que é para ser rock n' roll, Baby ressurge no palco com liberdade total no roteiro. Embora traga quase o mesmo repertório da turnê “Baby Sucessos”, que marcou sua volta, a cantora se joga no improviso e estende suas canções sempre que lhe dá na telha. "No show anterior meu filho não deixava", disse a certa altura, se referindo a Pedro Baby, exímio guitarrista, responsável pelo retorno da mãe ao repertório secular após anos dedicado ao gospel.

A ‘onda’ dessa senhora de 64 anos só passa depois de quase 2 horas e meia de show. Empolgada, ela diz: “Ainda vou aprender a fazer esse show em 1 hora e pouquinho”.

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