Música

De caso gay a drogas na infância: os segredos da vida de Whitney Houston

Kevork Djansezian/Getty Images
Whitney Houston se apresenta no American Music Awards em novembro de 2009 Imagem: Kevork Djansezian/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

21/06/2017 04h00

Whitney Houston (1963-2012) era bissexual. Foi introduzida às drogas pelos irmãos ainda na infância. Tentou desesperadamente abandonar as drogas por causa da filha, que mais tarde também sucumbiria ao vício.

Esses são os ingredientes de “Whitney: Can I Be Me”, documentário do diretor Nick Broomfield que estreia no Brasil nesta quarta (21) no festival In-Edit também conhecido como o filme que a família da cantora tentou barrar.

Para montar o quebra-cabeça de uma das artistas mais bem-sucedidas da história da música pop, Broomfield conversou guarda-costas, backing vocals, cabeleireiros, empresários e todos que de alguma forma formavam o círculo social da estrela.

O resultado é um retrato íntimo e trágico de alguém que por décadas foi forçada a ocultar sua verdadeira personalidade em nome da personagem Whitney Houston.

Veja abaixo as principais revelações do filme.

Reprodução
Whitney Houston e a assistente Robyn Crawford Imagem: Reprodução

Ela tinha uma namorada secreta

Amigos afirmam que Whitney manteve por anos um caso com a assistente pessoal Robyn Crawford, uma antiga amiga do irmão mais velho da cantora que chegou a dividir apartamento com ela no início da carreira. Robyn se tornou a melhor amiga, anjo da guarda e, segundo relatos, amante da estrela. Formou um triângulo amoroso com Bobby Brown, marido da estrela. De acordo com o diretor Nick Broomfield, a família sempre se esforçou em eliminar Robyn da história da cantora. Hoje uma mãe de família, Robyn, que é mostrada no documentário em uma entrevista de 1999, nunca falou publicamente sobre sua relacionamento íntimo com Whitney, que não seria lésbica, mas bissexual.

Reprodução
Cissy Houston, mãe de Whitney Houston Imagem: Reprodução

Mãe não aceitava o relacionamento

Descrita como uma pessoa rígida e religiosa, Cissy Houston, mãe da cantora, não admitia que Whitneu tivesse um romance gay, e isso afetava profundamente a filha. O documentário sugere, inclusive, que, caso a matriarca tivesse outra postura, Whitney teria se entregado menos ao vício e, provavelmente, ainda estaria viva. Robyn era uma figura muito importante na vida da cantora. A orientava e a mantinha nos trilhos. "Ela foi se tornando cada vez mais reclusa e menos capaz de lidar com o que estava acontecendo. Ela era uma alma sensível, e, sendo ridicularizada na imprensa, isso apenas se exacerbava”, disse Broomfield em entrevista.

L. Cohen/WireImage
Whitney Houston e o marido, o rapper e produtor Bobby Brown Imagem: L. Cohen/WireImage

Relação com o marido foi mortal

“Whitney: Can I Be Me” indica que Whitney Houston pode ter introduzido o marido Bobby Brown ao mundo das drogas —primeiro com o álcool, depois a substâncias mais pesadas. O casamento durou 15 anos e acabou se tornando altamente tóxico. Para muitos, mortal. Broomfield diz que boa parte da fortuna acumulada pela cantora foi usada com drogas e não só por ela, mas também por membros das família dela e de Brown. “Ela estava sempre tão preocupada com que todos a seu redor estivesse felizes que se dispunha a gastar todo o dinheiro.”

Own/Reprodução
Whitney Houston com os irmãos Michael e Gary Imagem: Own/Reprodução

Foi introduzida às drogas pelos irmãos

Outra polêmica do filme: Whitney Houston teria conhecido as drogas por intermédio dos irmãos Michael e Gary Houston, que começaram a experimentar quando a família se mudou para East Orange, em New Jersey, nos anos 1960, quando a cantora ainda era criança. Em filmagem utilizada no longa, os dois irmãos lembram que eram muito unidos e faziam tudo em família. "Quando você entra nas drogas, você também faz isso junto", diz Michael . Em outro trecho, Gary admite que usou heroína aos dez anos de idade: “Eu via gente que eu respeitava usando drogas, em suas melhores fases”, recorda ele.

Dan Steinberg/AP
Whitney Houston e a filha, Bobbi Kristina, posam em fevereiro de 2011 Imagem: Dan Steinberg/AP

Tentou largar o vício por causa da filha

Em uma das passagens do filme, Whitney e o marido Bobby Brown aparecem jantando em um restaurante, e ela descamba a chorar quando a conversa cai em Bobbi Kristina, filha do casal. “Estou preocupada com ela. Eu a amo tanto”, diz a cantora, aos prantos. Em entrevista, a assistente social Carrie Starks diz que Whitney queria apenas ser uma pessoa normal, longe das drogas. “Ela não se importava com roupas ou carros chiques. Ela me disse: 'Eu quero largar as drogas para poder ser uma mãe para minha filha'." Bobbi morreu em 2015, aos 23 anos, em uma combinação de intoxicação de drogas e afogamento, apenas três anos após a mãe.

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