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Show de Pabllo Vittar tem acusações de agressões e LGBTfobia

Leocadio Rezende/UOL
Pabllo Vittar Imagem: Leocadio Rezende/UOL

Do UOL, em São Paulo

03/07/2017 16h08

A festa "A Maior do Baile", promovida pela Medicina UFRJ no sábado (01), que tinha como atração principal a drag Pabllo Vittar, diz que acabou com relatos de violência e casos de agressão.

A Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDSRIO), segmento criado pela prefeitura do Rio de Janeiro, afirmou, por meio de comunicado, que recebeu inúmeras denúncias de LGBTfobia durante o show do cantor no clube Monte Líbano.

Segundo o órgão, Jobson José dos Santos Júnior e Luciana Vasconcellos foram atendidos no hospital Miguel Couto, e relatam que receberam chutes e socos de seguranças. Rhariane Maia e Lucas Pinheiro também acusam a equipe do local de truculência e LGBTfobia. A CEDSRIO também menciona que a trans Indianara Siqueira, candidata à vereadora pelo PSOL nas últimas eleições, foi outra agredida.

No Facebook, Jobson escreveu um longo depoimento sobre o ocorrido. Integrantes do coletivo "Casa Nem" foram convidados à festa da UFRJ e "ao começar o show de Pabllo Vittar descemos para ver a possibilidade de Indianara Siqueira subir ao palco representando o coletivo, já que éramos 'convidados de honra' de tal festa".

O filiado ao Partido Verde declarou que tantos os seguranças do cantor e do evento foram agressivos com os integrantes do coletivo: "Praticamente todos os seguranças da festa vieram nos agredir e tivemos que reagir".

Procurada pelo UOL, a assessoria de Pabllo Vitar disse que o cantor estava no palco, se apresentado, e não presenciou os fatos. Os seguranças acusados eram "do evento, e não vinculados ao artista". A equipe do parceiro de Anitta na música "Sua Cara" ainda disse que "estão buscando por respostas junto à organização do evento". A nota oficial ainda reitera que Pabllo "não tem equipe de segurança e não acompanhou os fatos relatados".

As vítimas de preconceito se reunião na terça-feira (04) com o Coordenador Especial da Diversidade Sexual do município, Nélio Georgini, e o Coordenador do Rio Sem Homofobia, Fabiano Abreu, no Palácio da Cidade, em Botafogo.

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