Música

"Não me arrependo de apoiar Dilma. Ela ficou refém de bandido", diz Emicida

Reprodução/Instagram
Emicida na capa da revista "GQ" Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

31/08/2017 16h28

O rapper Emicida, que apoiou as caditaduras recentes dos petistas Dilma Rousseff e Fernando Haddad, tem uma opinião forte sobre os principais governantes brasileiros: “Agora, os bandidos é que comandam tudo", afirma ele em entrevista à revista “GQ”.

Na publicação, que chegará estará nas bancas a partir da próxima quarta (4), ele também fala de polêmicas, racismo e de como se transformou em empresário da moda, com a criação de sua própria marca a Lab Fantasma.

"E se o hip-hop vai se fundir com o mercado cada vez mais, como aconteceu nos Estados Unidos, é melhor que esteja sendo conduzido por pessoas que conhecem a raiz dessa cultura."

Veja abaixo trechos do papo divulgados pela entrevista.

Política

"Eu quis virar o espelho para mim. Quando fiz campanha para o Haddad, foi porque achava que ele seria um bom prefeito. Quando apoiei a Dilma, não fui ingênuo, mas também não me arrependo. Acho que ela ficou refém de bandidos. E, agora, os bandidos é que comandam tudo", sobre apoio que fez ao ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e na reeleição de Dilma Rousseff.

Alvo de feministas

"Os caras do rap são sempre os que comem todo mundo. E eu queria fazer uma música de corno. Infelizmente, não entenderam assim. Mas teve uma coisa positiva: foi o reconhecimento de que não é com todo mundo que as pessoas se importam sobre o que está se falando. Isso fez a gente refletir bastante", diz sobre a canção Trepadeira, composta em parceria com Wilson das Neves, que recebeu críticas por grupos feministas.

Racismo

"A real é que o Brasil não tem educação pra falar de racismo. Existe uma estrutura racista que independe da sua e da minha atitude. Uma pessoa não gostar de preto, tudo bem, é problema dela com ela mesma. A treta é quando o policial, o juiz e o médico têm um estereótipo de pessoa com pele escura que pode prejudicar essa pessoa, tá ligado?", afirma.

"Uma vez, o Mano Brown me disse que eu era injusto com o 2Pac quando eu falava que eu gostava mais do Jay-Z. Por quê? Porque ele tá vivo, porra. E ficar vivo é difícil pra caralho de onde a gente vem."

Empresário

"No capitalismo, o que não virar mercado vai virar saudade, tá ligado? E se o hip-hop vai se fundir com o mercado cada vez mais, como aconteceu nos Estados Unidos, é melhor que esteja sendo conduzido por pessoas que conhecem a raiz dessa cultura. Por isso, nasceu a Lab Fantasma."

Mudanças no rap

"O rap de São Paulo sempre foi muito sisudo. Acontece que agora, inclusive, os Racionais estão reconhecendo que artisticamente também têm o direito de sugerir outras coisas", afirma que ele que convidou Caetano Veloso e Vanessa da Mata para participar de seu mais recente disco “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa”.

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