Rock in Rio

Sensação no exterior: Elza demorou ser reconhecida por festivais no Brasil

Marco Antonio Teixeira/UOL
Elza Soares fez sua estreia no Rock in Rio como convidada de honra do rapper Rael no Palco Sunset Imagem: Marco Antonio Teixeira/UOL

Felipe Branco Cruz e Alexandre Matias

Do UOL, no Rio

17/09/2017 04h00

Em menos de seis meses, Elza Soares rodou o mundo apresentando-se em grandes festivais: Primavera Sound (Barcelona), NOS Primavera (Porto), Summerstage e Brazil Summerfest (ambos em Nova York), e Roskilde (Dinamarca). Mas, com 87 anos de idade e mais de 60 anos de carreira, ela nunca havia se apresentado em um grande festival no Brasil.

A estreia foi neste sábado (16), em grande estilo, no Rock in Rio em uma parceria com o rapper Rael no Palco Sunset. "Já rodei o mundo cantando para essa molecada em grandes festivais. Faltava o Brasil", disse a cantora ao UOL, no backstage, logo após seu show.

Elza comemorou o show no Rock in Rio, principalmente por poder conversar em português e cantar mais à vontade para um público familiar. "A diferença do festival no Brasil para o do exterior é a presença dos amigos, dos familiares. O público lá de fora vê o nosso show e adora. Os brasileiros mereciam assistir também".

Nos bastidores, Elza esbanjou simpatia, tirou fotos com fãs e deu beijinhos em várias pessoas, a maioria na casa dos 20 e 30 anos, nascidos anos depois de ela começar a carreira. "Eu percebo essa conexão com o público. No meu disco 'A Mulher do Fim do Mundo' [de 2015], eu toco em temas que hoje são caros para os jovens, como violência contra a mulher, falo dos gays, das drogas, de racismo. Todo mundo quer e precisa saber. Eu me sinto uma garota aqui no palco", disse.

Elza atemporal

O rapper Rael, que dividiu o palco com Elza, não poupou elogios à cantora. "Fizemos só dois ensaios. Ela faz parte do meu imaginário. Ela que escolheu as músicas que queria cantar. O que Elza diz é lei. Temos em comum a ideia da diversidade do negro. O racismo é uma questão tão difícil que só de falar em racismo já nos acusam de racismo".

Rael disse que dava para sentir na pele a vivacidade de Elza. "Ela é atemporal. Ela dialoga com o hip-hop, com o samba, com a bossa nova. Ela é atual", resumiu. O rapper não descarta uma futura colaboração com a cantora: "Acho que isso foi só o começo."

Com problemas na coluna, Elza tem se apresentado sempre sentada em uma espécie de trono, mas a dificuldade de caminhar não diminuiu a vontade de continuar nos palcos. Recentemente, ela tomou um susto quando a turbina do avião em que estava viajando para Nova York pegou fogo e fez um pouso de emergência. Elza não se abalou e, no dia seguinte, pegou o próximo voo para chegar nos Estados Unidos, e foi direto para o palco. "Meu filho, vou te contar um segredo: isso é atitude. É força de vontade".

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