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Rock in Rio

Russo Passapusso reclama de Rock in Rio proibir máscaras para público

Alexandre Matias

Colaboração para o UOL

23/09/2017 02h38

Donos de um dos melhores shows do Brasil atualmente, o grupo BaianaSystem não teve dificuldades em imprimir sua marca no Palco Sunset, na tarde dessa sexta-feira (22), no Rock in Rio 2017. Incendiou o público com os hits de seu disco mais recente, "Duas Cidades", além de traçar uma conexão além-mar ao chamar a MC angolana Titica para o palco e fazer o cruzamento do samba-duro de Salvador com o kuduro do país africano. 

Mas teve problemas ao distribuir máscaras para o público. Eles tiveram que retirar elástico para que a audiência não as utilizasse. O caso deixou indignado o vocalista Russo Passapusso, que comparou o gesto à proibição das máscaras no carnaval baiano. "Foi parecido com o que aconteceu há muito tempo na Bahia, com movimentos como Os Caretas, Os Apaches, que se fantasiavam", contou o vocalista ao UOL. "Todo mundo acha isso muito lindo quando se fala de cultura, mas vetaram isso, por quê? Porque aquela pessoa de máscara pode ser um marginal, um ladrão."

Isso não desmotivou o público, que vestiu as máscaras mesmo sem o elástico e jogou-se no som da banda. Na frente do palco, a multidão celebrava a usina de som do grupo, que mistura ritmos típicos baianos --do samba do Recôncavo ao samba-reggae-- a referências musicais caribenhas e africanas, música eletrônica e à onipresente guitarra baiana empunhada por Beto Barreto. O grande momento do show foi quando o público cantou o refrão do hit "Playsom", uma música que não toca no rádio nem na TV, por cima do instrumental avassalador do grupo.