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Mesma banda, outro Axl: Gn'R fecha São Paulo Trip com show memorável

Mariana Pekin/UOL
Guns N' Roses fecha a 1ª edição do São Paulo Trip Imagem: Mariana Pekin/UOL

Leonardo Rodrigues e Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

26/09/2017 23h58

Desde que anunciou a milionária reunião de parte da formação clássica do Guns N' Roses, no início de 2016, o vocalista Axl Rose tem feito em média, incluindo datas com o AC/DC, dois shows a cada semana, sem grandes períodos de descanso ou interrupções.

A maratona de mais de 120 apresentações, em que ele voltou a usar e abusar do vocal rasgado (técnica conhecida como "drive"), trouxe sérios prejuízos à voz, que desafinou e falhou diversas vezes neste fim de semana, quando a banda se apresentou no Rock in Rio. Foi um desastre.

O fato é que, na capital paulista, nesta terça (26), encerramento do festival São Paulo Trip, a coisa foi bem diferente. Vimos outro Axl, mais focado e potente, por vezes raivoso. Teriam as muitas críticas chegado ao vocalista?

Como de costume, o Guns tocou por mais de três horas em sua Tour de Force musical. Ressaltemos: houve, sim, momentos ruins, em que as cordas vocais penaram para vibrar. Músicas como "Better", "Live and Let Die", "This I Love" e "Coma", parecem estar em uma região tonal desconfortável para a atual fase de Axl Rose, hoje com 55 anos e longe da velha forma física.

Outras faixas foram cantadas de forma mais comedida, sem tanto "drive" na voz, algo natural, já que os integrantes estão em fase final de turnê. Mas o saldo da performance de Axl Rose é bastante positivo. Não precisou do amparo dos ótimos Slash e Duff para segurar a apresentação, como no Rio. Azar dos fãs que preferiram ver o Guns N' Roses na capital fluminense.

Mariana Pekin/UOL
Com Axl em forma, Slash não precisou segurar as pontas, mas claro que pintou e bordou ao lado de Duff no Allianz Parque Imagem: Mariana Pekin/UOL

Afinal, o que houve no RiR? 

Quem esteve no Allianz Parque não teve ressalvas, a não ser, por um ou outro detalhe, não necessariamente vindo da banda. Muitos fãs reclamaram da transmissão do Rock in Rio feita pelo Multishow, dizendo que a emissora carioca sabotou a banda e o vocal de Axl ao vivo pela televisão e fez troça na internet. Sobrou até para o UOL, um dos vários veículos a criticar a performance do cantor na ocasião.

"A voz dele hoje está equivalente ao que era em 2014. Quando ele cantou com o AC/DC, vi muita crítica negativa, mas gostei muito. Não tenho ideia do que pode ter acontecido desde então para ter piorado. Talvez algum problema nas cordas vocais. Parece ter sido mesmo algum problema de saúde, até pela aparência dele", avaliou a professora Sharon Sevilha, 47, que amou o show.

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Sharon Sevilha, 47, fez questão de marcar na pele sua paixão pelo Guns N' Roses Imagem: Mariana Pekin/UOL

"Ele não desafinou, não perdeu o fôlego. O cara está sempre incrível. Ele se esforça pra caramba para fazer três horas e meia de show, e vem o UOL e mete o pau falando que a voz estava desastrosa, que foi o Slash que salvou o show. O cara continua fazendo sucesso é isso dá inveja em muita gente", desabafou o corretor de seguros Diego Alves, 28.

Alexandre Santos, que canta profissionalmente em uma banda cover de Guns N' Roses, acredita que Axl não se empenhou muito no preparo para o Rock in Rio. A banda não se apresentava há duas semanas antes de ir para o Rio. "Quando o Axl para duas semanas, ele não se prepara. Ele é como eu, preguiçoso mesmo. Aí ele canta mal o primeiro show e você pode perceber que nos próximos shows ele começa a melhorar. Ele vai ganhando ritmo de jogo, como no futebol. Acontece comigo também. É puro despreparo. Não que ele tenha desprezado o Rock in Rio. É um cara que está com o jogo ganho. Ele sabe que vai cantar e a galera vai gostar. Durante o show ele vai acertando o tom, a voz vai aquecendo", analisou.

Houve ainda quem desse uma explicação mais técnica para o que aconteceu no Rock in Rio. "Hoje em dia ele está pulando mais para os falsetes e usando menos a garganta, como era o habitual até o disco 'Chinese Democracy'. Na primeira parte da turnê, por questão física, havia mais pegada e força", relevou Wilton Silva, 25, que veio de Fortaleza para ver o Guns. Não se arrependeu.

"Vamos combinar que a transmissão do Multishow no Rock in Rio foi péssima, atrapalhou muito, e não só o show do Guns. Ele se preservou bastante. Nos outros shows, além de mais curtos, os vocalistas jogavam para a galera cantar. O Axl não faz isso. Ele canta o tempo todo, então ele tinha que se preservar. Eu espero um puta show. O cara é um mito", opinou a advogada Shirley Messias, 54, de Santos.

Júnior Jorge, 37, de Arcadas (SP), resume o sentimento da noite. "Guns é eterno. A voz do Axl está rachada, mas a banda é boa. Só o fato de poder estar aqui e presenciar tudo isso sem saber quando a banda vai acabar, quando a banda vai morrer. O momento é tudo. Só depois a gente para para avaliar. Assim que termina o show, você sempre acha que valeu a pena.”

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