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Após polêmica, girl band nega que grupo seja uma "rede de prostituição"

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A girl band Pussycat Dolls Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

18/10/2017 13h08

Após declarações da ex-integrante Kaya Jones de que o Pussycat Dolls servia como uma "rede de prostituição", as integrantes do grupo feminino se posicionaram oficialmente para rechaçar as revelações da cantora. "Comparar nossos papéis profissionais na banda a um anel de prostituição não só desqualifica tudo o que trabalhamos duro para alcançar todos esses anos, mas também tiramos as luzes das milhões de vítimas que estão falando e ouvindo alto e claro em todo o mundo ", declarou o grupo.

As afirmações feitas via Twitter por Kaya na última sexta-feira surgiram como mais um caso em momento conturbado nos Estados Unidos, em que o magnata de Hollwyood Harvey Weinstein enfrenta diversas acusações de assédio sexual e estupro. Diversas atrizes foram a público relatar situações degradantes que passaram, tanto com o produtor quanto na indústria do cinema.

"A Pussycat Dolls sempre defendeu e sempre defenderá o empoderamento feminino e a irmandade. Nós nos solidarizamos com todas as mulheres que falaram publicamente sobre suas terríveis experiências de abuso, assédio e exploração. No entanto, não podemos ficar atrás de falsas alegações em relação a outros membros do grupo participando em atividades que simplesmente não ocorreram", respondeu a girl band.

"Embora não estivéssemos conscientes das experiências de Kaya que alegadamente ocorreram durante seu curto período de tempo trabalhando conosco, antes que o grupo assinasse um contrato de gravação, podemos testemunhar firmemente que não estávamos informados de qualquer má conduta que ocorra em torno de nós", disse o grupo. "Se Kaya experimentou algo que desconhecemos, nós a encorajamos a obter a ajuda de que ela precisa e está aqui para apoiá-la".

Entenda o caso

Na esteira das acusações de assédio sexual em Hollywood, a ex-integrante do Pussycat Dolls Kaya Jones revelou em sua conta no Twitter que o grupo musical servia como uma “rede de prostituição” e que ela era “obrigada a dormir com executivos da indústria musical".

"A minha verdade é que eu não estava numa girl band. Estava numa rede de prostituição. Oh, e por acaso até cantávamos e éramos famosas, mas quem fazia dinheiro eram os nossos donos”, disse. “Para fazer parte do time, você tem que jogar no time. Ou seja, dormir com quem eles diziam”.

E continuou: “Quão ruim foi? As pessoas perguntam - ruim o suficiente para me afastar dos meus sonhos, colegas de banda e um contrato discográfico de 13 milhões de dólares. Nós sabíamos que seríamos número 1 nas paradas".

A cantora de 33 anos ainda citou a morte em 2014 de Simone Battle, que chegou a integrar o grupo. “Eu quero que a líder do grupo confesse por que outra de suas garotas cometeu suicídio. Conte ao público como você as quebrou mentalmente”.

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Kaya Jones fez parte do grupo entre 2003 e 2005 Imagem: Divulgação

Kaya Jones fez parte do grupo entre 2003 e 2005, quando o Pussycat Dolls chegou a ter nove integrantes. É nessa época que Nicole Scherzinger, vencedora do reality show Popstar e a integrante com maior sucesso solo, entrou no grupo. Ela não se pronunciou sobre as declarações, mas a coreógrafa Robin Antin, uma das fundadoras do Pussycat Dolls, rechaçou a acusação.

Em entrevista ao site “The Blast”, Antin classificou as declarações de Jones como "mentiras ridículas e nojentas": “Ela está procurando por seus 15 minutos de fama”, afirmou.

Após a repercussão, Kaya comentou que procurou a imprensa para denunciar o caso em dois momentos, em 2006 e 2011, mas não foi ouvida. "Eu amo como predadores gostam de fingir que são vítimas. Patético", escreveu.

A reação da ex-Pussycat Dolls acontece em meio à repercussão do caso do produtor de cinema Harvey Weinstein, apontado por várias famosas como autor de abusos contra elas no passado.