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Caetano processa MBL por acusação de pedofilia e vira assunto mundial

Manuela Scarpa/Brazil News
Caetano Veloso se apresenta em São Paulo em turnê em que divide o palco com os filhos Moreno, Zeca e Tom Veloso Imagem: Manuela Scarpa/Brazil News

Do UOL, em São Paulo

21/10/2017 15h02

Caetano Veloso e sua mulher/empresária Paula Lavigne estão processando por danos morais o MBL (Movimento Brasil Livre), seus coordenadores Kim Kataguiri e Renan Santos e o ator Alexandre Frota, após acusações de pedofilia, confirmou a própria página.

A polêmica começou depois que uma entrevista de Paula para a revista Playboy, em 1998, voltou a circular na imprensa após o casal protestar contra casos de censura em exibições artísticas. Ela afirmou que tinha 13 anos quando perdeu sua virgindade com o músico, com 40 anos na época. 

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Segundo o site "Jornalistas Livres", Caetano pede uma indenização de R$ 100 mil de cada um dos réus e a retirada das páginas do MBL "de 24 publicações consideradas ofensivas aos autores da ação, sob pena de multa diária de R$ 5 mil".

No processo consta que o MBL tem por prática habitual "perseguir, caluniar e achincalhar os Autores", como divulgou o "Jornalistas Livres".

O Movimento Brasil Livre, entre os dias 7 e 10 de outubro, fez 24 postagens sobre os defensores da exposição "Queermuseu", organizada pelo banco Santander e que foi encerrada por grupos que condenaram a mostra como incentivadora da pedofilia e zoofilia. 

A hashtag "#CaetanoPedofilo" foi parar nos trending topics mundiais neste sábado (21), com mais de 60 mil tweets, e o tema vem causando discussões acaloradas online.

Paula Lavigne se pronuncia

No final da noite de sábado (21), Paula Lavigne foi ao Instagram confirmar que ela e Caetano iniciaram ações judiciais contra aqueles "que iniciaram uma campanha difamatória" contra o casal.

"Caberá à justiça julgar as ofensas disseminadas pelo grupo que está conduzindo essa campanha. Estamos tranquilos quanto a isso. Agradecemos a solidariedade que temos recebido de amigos e fãs. Nossa agenda não é política, é humana", escreveu a empresária.

"Deixemos para o judiciário decidir sobre os ataques incessantes de quem não tem conteúdo a oferecer, apenas ódio", concluiu.

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