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Fotógrafo do clipe de Anitta é vetado por revistas por acusações de assédio

Reprodução/Terry Richardson
Terry Richardson com Miranda Kerr em ensaio de 2014 para a revista "Harpers Bazaar" Imagem: Reprodução/Terry Richardson

Do UOL, em São Paulo

24/10/2017 09h20

O badalado fotógrafo Terry Richardson foi proibido de trabalhar com grandes revistas de moda em meio a acusações de assédio sexual. O americano de 53 anos também é o responsável pelo clipe "Vai, Malandra", de Anitta, gravado no Vidigal, Rio de Janeiro.

"Vogue", "GQ" e "Vanity Fair" são algumas das publicações que cancelaram ensaios previamente agendados com o fotógrafo.

Um e-mail enviado pelo vice-presidente do grupo Condé Nast, James Woolhouse, sobre Richardson acabou vazando após o jornal "Daily Telegraph" publicar um artigo no domingo questionando o passado do fotógrafo.
 
Na mensagem, o executivo diz que futuros trabalhos com Richardson devem ser "assassinados ou substituídos por outro material". 
 
"Estou escrevendo sobre um assunto importante. A Condé Nast não irá mais trabalhar com o fotógrafo Terry Richardson". O grupo Condé Nast, que tem sede em Nova York, Estados Unidos, é responsável por grandes marcas editoriais como "Vogue", "GQ", "Glamour" e "Vanity Fair".
 
 
Ele é famoso por dirigir o clipe "Wrecking Ball", de Miley Cyrus, que também já posou com os seios de fora e em poses eróticas para suas lentes num ensaio em 2015. A cantora disse, mais tarde, ter se arrependido de trabalho com o fotógrafo.
 
 
Reprodução/Instagram
Cantora Anitta em foto de Terry Richardson Imagem: Reprodução/Instagram
 
 

Acusações: "Ele manipula as meninas"

Filho do também fotógrafo de moda Bob Richardson, Terry já foi acusado por várias modelos de explorar as jovens que retrata. Segundo o relato de Jamie Peck ao site The Gloss, em 2010, o fotógrafo a teria obrigado a dançar nua durante a primeira sessão. Em seguida, ele teria ficado nu e pedido à modelo para fotografá-lo e que ela mexesse em seu pênis.
 
"Na segunda sessão as coisas ficaram realmente estanhas. Expliquei que estava menstruada e, por isso, não gostaria de tirar a calcinha. Ele insistiu para que eu ficasse nua e ainda pediu para que tirasse meu absorvente interno", contou ela, que tinha 19 anos na ocasião.
 
Em entrevista ao "New York Post", a modelo Rie Rasmussen afirmou que o trabalho dele era degradante com as mulheres.
 
"Ele manipula as meninas para que tirem as próprias roupas e se deixem fotografar em poses que irão envergonhá-las depois. Elas ficam com medo de dizer não porque foram indicadas para o trabalho por suas agências e são muito jovens para se defender", declarou.
 
Em entrevista de 2014 ao "Page Six", o fotógrafo afirmou: "Colaborei com mulheres adultas que estavam completamente cientes da natureza do trabalho".

 

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