Música

"Intolerância só me faz ter mais vontade de viver", diz Pabllo Vittar

Divulgação
Pabllo Vittar endossa a campanha #OCorpoIdealÉoSeu da revista "Marie Claire" Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

30/10/2017 17h24

Capa da “Marie Claire” de novembro, Pabllo Vittar, 23, falou sobre sua carreira e disse que o preconceito que enfrenta lhe dá cada vez mais forças para lutar pelo que acredita.

“As pessoas vivem conformadas, às vezes presas em suas cabecinhas”, disse a cantora na entrevista. “Ver tanta gente morrendo e sofrendo com intolerância e ódio só me faz ter mais vontade de viver, experimentar e lutar pelas coisas em que acredito”.

Pabllo, nascida Phabullo Rodrigues da Silva, contou que sente mais força quando está como drag: “Com a Pabllo me sinto forte. Consigo colocar meus sentimentos para fora e, ao mesmo tempo, me sinto protegida, como se meu alter ego fosse um escudo. Já o Phabullo é mais tímido. Só tenho uma vida e quero ser quantas pessoas quiser”.

A cantora relembrou ainda o início da carreira artística, que envolveu até turnos em lanchonetes de fast-food. “Nasci em São Luís e morei a infância toda no Pará. Aos 16, fui para Indaiatuba, cidade no interior de São Paulo, tentar começar uma carreira artística, mas não consegui nada como cantora. Para me virar, trabalhei em fast-foods e salões de beleza e, depois de dois anos, me mudei para Uberlândia com minha família, onde estou até hoje. Lá fiz as primeiras apresentações como drag. Foi então que conheci meu empresário e meu produtor e, no ano seguinte, gravei as primeiras músicas”.

Sexualidade

Pabllo também falou sobre a sua sexualidade, e contou que se assumiu para a família quando tinha 15 anos. “Nunca tive namoradinha, não faz meu estilo, desde criança. Contei para minha mãe que era gay aos 15 e nem surpresa ela ficou. Sempre me apoiou – aliás, a família inteira, minhas irmãs também. Meu pai biológico não conheço”.

A cantora reforçou que se reconhece como “um menino gay e drag queen” e que não tem intenção de passar por uma cirurgia de redesignação sexual. “Não quero mudar nada. Se eu tivesse nascido uma pessoa trans, você acha que já não teria mudado tudo e estaria por aí, linda?”, disse, afirmando que só adotou mudanças de hábito para se manter saudável: “Só aprendi na prática que preciso me cuidar para ficar disposta. Antes não me alimentava direito e tinha uma vida sedentária. Quando o ritmo de shows apertou, vi que comer e dormir bem faz toda a diferença para dar conta da agenda corrida”.

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