Música

Arma, antidepressivo e filha perdida: Frank Sinatra tem intimidade revelada

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O cantor Frank Sinatra Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

09/11/2017 12h12

Uma das maiores vozes da história tem sua intimidade exposta no livro "The Way It Was: My Life with Frank Sinatra", escrito por Eliot Weinsman, empresário do cantor desde 1975 e amigo próximo até a morte do crooner em 1998.

O autor indica que quando começou a trabalhar com Sinatra não viu aquela imagem poderosa que o cantor era conhecido, mas uma pessoa frágil e que estava preocupada com seu futuro.

Entre tantas manias, a segurança era uma das principais. Eliot diz que Sinatra era paranoico com sua segurança, guardava uma Uzi [metralhadora compacta israelense] em seu jatinho particular e ainda andava com uma pistola no bolso.

"Muitos desses hábitos duraram anos e eu nem estava totalmente ciente sobre eles. Acho que foi algo que nunca me incomodou, porque eu sabia disso...ele sempre tinha seguranças com ele", disse em divulgação da obra na "Fox News".

A única preocupação do ex-empresário, como ele reitera, era o uso do antidepressivo Elavil, que causa inúmeros efeitos colaterais, incluindo agitação, confusão mental e ganho rápido de peso.

A saúde de Sinatra ficou tão crítica que muitos suspeitavam que ele tivesse com Alzheimer, por esquecer a letra de diversos clássicos da sua carreira, como "My Way", "Fly Me To The Moon", "I've Got You Under My Skin", entre outros.

"Se você lesse sobre o antidepressivo que ele tomava, se lesse os avisos, tudo o que poderia dar errado, tipo perda de visão, perda da audição, perda da memória -- todas essas coisas que um hora ou outra ele foi prejudicado", acrescenta o escritor.

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Capa do livro "The Way It Was: My Life With Frank Sinatra" Imagem: Reprodução

"O antidepressivo que ele tomava... acredito que deveria ser tomado por 131 meses apenas. E então você deve mudar para outro medicamento. Ele tomou por 10, 15 anos.

Outro assunto que Eliot Weinsman ressalta é Barbara Sinatra. Segundo o autor, ela foi contra parar com o antidepressivo, porque tinha medo do cantor se tornar muito violento.

"Ele não gostava de ser confrontado. Especialmente na família. E todos os familiares sabiam disso... De tempos em tempos, quando Barbara estava sozinha ou com as crianças, as coisas saíam do controle", lembrou.

Após a morte do crooner de ataque cardíaco, aos 82 anos, uma mulher alegou que era a "filha secreta" de Sinatra. Julie Sinatra, que ainda mudou de forma legal o nome, pediu para o corpo do cantor de exumado para provar a paternidade.

Os responsáveis por cuidar da obra de Sinatra ofereceram US$ 100 mil para um acordo com a mulher. E isso enfureceu a filha mais nova, Tina.

"Isso separou meu relacionamento com Tina. Eu nunca mais falei com ela depois disso porque ela sentiu que eu acabei chantageando a mulher. Ela disse, 'Se meu pai estivesse vivo, ele nunca deixaria ser chantageado desse jeito. Eu respondi, 'Não, ele teria oferecido o dobro para se livrar dela em 24 horas'", completou o ex-empresário.

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