Música

Thaíde faz 30 anos de hip-hop no país onde "o preconceito nunca vai acabar"

Reprodução
Capa do álbum "Vamo Que Vamo Que o Som Não Pode Parar", de Thaíde Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

26/11/2017 04h00

Rapper, produtor, apresentador, compositor e ator, Thaíde está há 30 anos dentro da música e não larga o sampler de jeito nenhum. Um dos grandes nomes do hip-hop das antigas no Brasil, o cantor continua "firme e forte" -- como ele mesmo define --, mais ativo do que nunca e dando aula para a nova geração no álbum “Vamo Que Vamo Que o Som Não Pode Parar”.

"No início, aqui no Brasil, o hip-hop era para poucos, só as favelas curtiam. Hoje, o país inteiro curte as músicas e esquece que se trata não só de músicas, mas de uma cultura que poderia contribuir muito nas escolas, principalmente", opina ao UOL.

Thaíde vê que o gênero cresceu, mas ao mesmo tempo acabou perdendo a essência original que pregava nas últimas décadas: "A grande diferença de antes e agora, é que o rap falava o que tinha que ser dito. Hoje, diz o que querem ouvir".

Para homenagear o próprio trabalho, o rapper chamou um time de peso para resgatar memórias e evidenciar suas raízes, entre eles Xis, Rincon Sapiência, Marcelo D2, Black Alien, Ndee Naldinho, Don Cesão e Rapadura. Para fechar o grupo de convidados, ninguém menos que o mestre Kurtis Blow.

"Eu queria fazer um disco com várias parcerias, isso é comum no hip-hop. Estilos diferentes proporcionam um trabalho mais interessante. Aproveitei o respeito que conquistei e chamei alguns amigos. Kurtis Blow, foi um bônus premiado. Ter o rei do rap no meu disco, é um privilégio pra poucos".

Orador de uma população muitas vezes esquecida, Thaíde admite que o momento do Brasil não é dos mais convidativos, seja no cotidiano das pessoas e até no mundo das artes.

O preconceito continua crescente no Brasil e a população ainda sofre, talvez com mais força do que quando Thaíde lançou ao lado do DJ Hum a música "Desabafo De Um Homem Pobre", em 1996.

Há alguma esperança? "O preconceito, no Brasil, nunca vai acabar. Sozinho não posso mudar isso, mas a ação coletiva pode", acredita o músico.

"Posso escrever o rap sobre preconceito racial mais polêmico e verdadeiro da história, mas se a população não se organiza para se opor a isso, vai ser apenas mais um rap. Sozinhos, desacreditados e separados somos muito fracos", conclui Thaíde.

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