Música

"Fomos corajosos por gravar Ashes to Ashes", diz Lucio Maia do Nação Zumbi

Divulgação
A banda Nação Zumbi lança o álbum "Radiola NZ Vol.1" Imagem: Divulgação

Felipe Branco Cruz

Do UOL, em São Paulo

06/12/2017 12h45

Quer saber o que tem na playlist do Nação Zumbi? Tem Tim Maia, Beatles, Gilberto Gil, Secos e Molhados e Marvin Gaye. Mas, melhor do que ouvir a playlist, é saber como o grupo pernambucano interpreta essas canções.

Lançado em 24 de novembro, o novo álbum do Nação Zumbi, “Radiola NZ Vol. 1” entrega aos fãs uma releitura de grandes hits com a característica pegada do manguebeat. Entre os dias 15 e 17 de dezembro, os paulistanos poderão conferir ao vivo se essa salada musical funcionou em três shows de lançamento do álbum, que vão rolar no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Ao UOL, o guitarrista Lucio Maia conversou sobre os covers mais famosos da história do rock e explicou como a banda escolheu as faixas do disco. O músico também falou sobre o show com Ney Matogrosso, no Rock in Rio, onde apresentaram uma releitura de “Amor”, e não fugiu da pergunta sobre as críticas que o show recebeu por causa falta de sincronia entre as vozes de Ney e Jorge DuPeixe.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista:

Divulgação
Capa do álbum "Radiola NZ Vol. 1" Imagem: Divulgação
UOL: Qual foi o critério para a escolha das músicas que entraram no disco?

Lucio Maia: Temos uma relação com essas músicas. Desde o primeiro disco do Nação Zumbi que fazemos covers. Fizemos um cover de “Todos Estão Surdos”, do Roberto Carlos, que fez muito sucesso. Depois fizemos “Maracatu Atômico”, do Jorge Mautner.

No álbum escolhemos “Tomorrow Never Knows”, dos Beatles, porque temos uma conexão muito forte. Foi muito corajoso da nossa parte gravar “Ashes to Ashes”, do David Bowie, e bastante emblemático a escolha de “Refazenda”, do Gilberto Gil. É muito complicado lidar com faixas clássicas como essas. Corremos o risco de soar pretensioso. Nosso objetivo foi fazer uma homenagem.

Como se faz uma versão sem soar como uma cópia?

O processo de criação artística é bem complicado. No Nação Zumbi trabalhamos em formato de coletivo e cada um faz a sua parte. Temos uma autocrítica muito forte, ligada no botão 10. Fizemos versões mantendo a nossa característica e perfil. Cada integrante da banda fez uma lista com até 30 músicas e depois cruzamos as ideias. Várias músicas coincidiram. Tim Maia, por exemplo, tinha que entrar, já que nunca gravamos nenhuma música dele.

Na sua opinião, na história do rock, qual cover musical ficou muito melhor que o original?

Jimi Hendrix fez a versão definitiva de “Like a Rolling Stone”, do Bob Dylan. Também gosto muito da versão de “Pretty Woman”, do Van Halen, feita nos anos 80. Eles praticamente reviveram essas músicas.

Qual música nunca deveria ter ganhado um cover?

“Mas que Nada” e “Garota de Ipanema”. Mas, por incrível que pareça, elas são as músicas brasileiras que mais ganharam regravações. “Garota de Ipanema”, por exemplo, já teve mais de 600 versões.

Qual artista, vivo ou morto, você gostaria de ouvir fazendo versão das músicas do Nação?

Jimi Hendrix. Imagina só ele tocando “Praieira”?

Qual a melhor cover do Nação Zumbi que você ouviu?

“Samba Makossa”, do Marcelo D2. A versão que eles fizeram ficou mais famosa do que a nossa. Depois o Charlie Brown Jr. fez também e ficou muito boa. Nos nossos shows, o público canta a versão do D2 ao invés da nossa. É muito louco!

Você gravou dois álbuns com o Soulfly, com Max Cavalera. Não pensou em fazer nenhuma versão da banda neste álbum?

Nossa lista é grande. Deixamos muita coisa boa de fora. Tanto é que o nome do disco tem um “Vol. 1”. Vamos fazer outro álbum com outras versões. Mas, antes, vamos lançar um novo disco de faixas autorais.

O Nação Zumbi vai voltar a fazer shows com o Ney Matogrosso?

Estamos em momentos diferentes. Ele está com o disco dele e a gente com o nosso. Mas ficou uma energia maravilhosa e muitas promessas de novas apresentações. Vamos ver o que vai acontecer.

Muita gente reclamou do show do Nação Zumbi com o Ney Matogrosso no Rock in Rio. Afinal, o que aconteceu lá no palco?

Houve um problema técnico sim. O Ney Matogrosso nunca tinha usado um fone de ouvido de retorno como aquele. Esse retorno é usado para o artista ouvir o que ele está cantando. Aí, no calor do show, ele perdeu o tom em algumas canções. Show ao vivo é assim. Faz parte da humanização do palco.

O Ney é um baita artista. Ele tem alma. Ele foi uma das pessoas com quem eu tive o maior prazer de trabalhar. Eu não notei nada diferente no palco. Estávamos todos naquela vibe, sentindo a energia da plateia. Os comentários ruins vieram da TV e das redes sociais. Quem está em casa, não sente o calor do momento, fica só o áudio frio.

O Ney Matogrosso é tão genial, que no dia que rola uma falha, as pessoas reclamam. O cara é um dos alicerces da nossa música e uma das vozes mais significativas do Brasil.

Faixas “Radiola NZ, Vol. 1”

“Refazenda” (Gilberto Gil)
“Balanço” (Tim Maia)
“Amor” (Secos & Molhados)
“Não Há Dinheiro que Pague” (Roberto Carlos)
“Do Nothing” (Specials)
“Dois Animais na selva Suja da Rua” (Erasmo)
“Tomorrow Never Knows” (The Beatles)
“Sexual Healing” (Marvin Gaye)
“Ashes to Ashes” (David Bowie)

Serviço:

Projeto Plataforma – Lançamento do CD “Radiola NZ Vol. 1”
De 15 a 17 de dezembro, sexta e sábado, às 21h30, e domingo, às 18h30
Sesc Pompeia – Rua Clélia, 93. São Paulo. SP
Preço: De R$ 12 a R$ 40. 

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