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Entenda como Roy Orbison, morto há 30 anos, voltou a tocar ao vivo em turnê

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O cantor Roy Orbison Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

11/01/2018 18h23

Roy Orbison está de volta. Não em carne e osso, afinal o icônico cantor morreu há 30 anos após um ataque cardíaco, mas com a ajuda da tecnologia. 

A Base Entertainment em parceria com os responsáveis pelo trabalho de Orbison desenvolveram um holograma que apresenta o cantor no auge executando hits de sua carreira como "Only the  Lonely". 

A aparição tecnológica vai fazer sua estreia neste domingo (14) e em abril a turnê "In Dreams" está prevista para ter início. Para quem acha que ninguém iria se interessar por ver Orbison criado a partir de lasers, é melhor se preparar para a surpresa: por enquanto, 70% dos ingressos já estão vendidos e a expectativa é que os shows atravessem oceanos e vão parar nos Estados Unidos e na Austrália..

"A principal diferença entre nós e os concorrentes é que eles são empresas de tecnologia apenas. Não sabem como fazer um show", decreta para a "Billboard" Marty Tudor, CEO da Base Hologram Production, que organiza a turnê de Roy Orbison.

"Esta turnê é para os fãs de Roy que sentem falta dos shows enquanto ele estava vivo", diz Alex Orbison, filho do cantor.

A primeira vez que a indústria de entretenimento percebeu a capacidade dos hologramas foi com a aparição surpresa de Tupac no Coachella 2012, criada pela empresa Digital Domain -- a mesma responsável por rejuvenescer Brad Pitt em "O Curioso Caso de Benjamin Button". 

O mestre do metal Ronnie James Dio também continuou levando sua música mesmo após sua morte, em uma turnê mundial com uma banda ao vivo. No Brasil, o líder da Legião Urbana, Renato Russo, também fez alguns shows em formato holograma para delírio dos fãs.

Outro ponto positivo dessas turnês tecnológicas é o custo baixíssimo da produção. Apenas oito técnicos são necessários como os "roadies" da banda e, no caso do projeto com Roy Orbison, cada cidade cede uma orquestra para completar o show.

Em teoria, inúmeras turnês ao mesmo tempo e com o mesmo músico podem virar realidade, afinal o personagem principal do evento é basicamente digital. A turnê de Roy Orbison usa apenas um projetor de última geração, mas cada empresa faz de seu jeito: espelhos que transformam imagens 2D para 3D e até um sistema totalmente exclusivo para forma a imagem necessária.

A voz de Orbison, por outro lado, é uma junção de materiais gravados em estúdio com a emoção das apresentações ao vivo, sendo ajudado por backing vocal durante os shows. 

Enquanto muitos veem nos hologramas uma forma de concretizar o legado de um cantor, outros não pensam bem assim. Mike Shinoda, do Linkin Park, garantiu que não planeja sair em turnê com um holograma do antigo colega de banda Chester  Bennington, morto em 2017. "Para todos vocês que perderam uma pessoa querida, consegue imaginar ter um holograma dela? Horrrível, não consigo fazer".

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