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No Grammy, Kesha chora ao cantar sobre abuso ao lado de estrelas da música

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Entre Cyndi Lauper e Camila Cabello, Kesha canta emocionada no palco do Grammy 2018 Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/01/2018 00h54

Kesha ganhou apoio de várias estrelas femininas da música para fazer seu retorno triunfal no palco do Grammy 2018 cantando "Praying", música que relata o abuso físico e emocional que ela enfrentou ao trabalhar por anos com o produtor Dr. Luke - e consequentemente a afastou por quatro anos da indústria da música.

A apresentação da artista, que concorria pela primeira vez ao Grammy em duas categorias (melhor álbum pop e melhor performance solo de pop), ganhou o apoio de várias cantoras, a começar por Janelle Monaé, que introduziu a performance.

"Essa artista corajosa inspirou muitas de nós, inclusive eu, quando contou toda sua verdade no álbum 'Rainbow'", disse Janelle Monaé em um discurso poderoso, que ainda pediu a união de homens e mulheres da música para criar um ambiente de trabalho mais seguro.

"Desigualdade salarial, assédio, poder. Isso não acontece só em Hollywood, está aqui também", destacou Janelle. "Para aqueles que ousam tentar nos silenciar, temos um recado: basta", disse a cantora, citando o movimento "Time's Up".

Kesha começou cantando sozinha os primeiros versos de "Praying", canção dirigida ao seu abusador, e logo ganhou a companhia de um coral repleto de outras estrelas femininas da música, todas vestidas de branco. Entre elas Camila Cabello, Cyndi Lauper, Julia  Michaels, Bebe Rehxa e Andra  Day.

Quando cantou o verso "tenho orgulho de quem eu sou", Kesha claramente se emocionou e não conseguiu conter as lágrimas ao relembrar todo o trauma que passou. Ela terminou a performance sendo abraçada pelas cantoras que a acompanharam e apoiaram.

Orgulho de ser uma imigrante

Mas o "girl power" não terminou ao final da performance. A ex-Fifth Harmony Camila Cabello, que acaba de lançar com bastante sucesso seu primeiro álbum solo após deixar o grupo, continuou no palco para apresentar o show seguinte, do U2.

Antes, Camila aproveitou para destacar o orgulho que sente de suas raízes. "Tenho orgulho de ser uma imigrante cubana-mexicana nascida em Havana e de estar na frente de todos vocês no Grammy em Nova York", declarou a jovem cantora para uma platéia que lotava o Madison Square Garden.

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