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No Grammy, U2 provoca Trump: "Bem-aventurados os países de merda"

Getty Images
The Edge, Bono, Larry Mullen Jr e Adam Clayton, do U2, se apresentam no palco externo do Grammy 2018 Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/01/2018 04h03

O U2 aproveitou a Estátua da Liberdade como cenário para fazer uma das apresentações mais políticas da 60ª edição do Grammy Awards, que aconteceu neste domingo (28). Os irlandeses deixaram o cenário do Madison Square Garden e apresentaram ao vivo a música “Get Out of Your Own Way” no Porto de Nova York.

 Eugene Gologursky/Getty Images for NARAS
The Edge durante apresentação no porto de Nova York Imagem: Eugene Gologursky/Getty Images for NARAS
Além de a canção ser uma das mais contundentes do novo disco, "Songs of Experience", Bono aproveitou que estava à frente do símbolo maior da liberdade americana para alfinetar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um megafone pintado de bandeira americana, Bono disse: 
“Bem-aventurados os países de merda, porque nos deram o sonho americano”.

O palavrão foi censurado pela CBS, emissora que transmite a cerimônia, mas não passou despercebido nas redes sociais. Trata-se de uma resposta direta às observações depreciativas feitas recentemente por Trump. Em uma reunião sobre imigração, o presidente se referiu ao Haiti e algumas nações africanas como “países de merda”. Mais tarde, ele negou ter usado o termo.

O show do U2 foi apresentado pela cantora Camila Cabello, que fez um discurso em prol dos “sonhadores imigrantes”. "Sou uma orgulhosa imigrante cubana-mexicana, nascida no leste de Havana, e agora estou aqui na frente de vocês no palco do Grammy em Nova York. Tudo o que sei é, como sonhos, essas crianças não podem ser esquecidas e valem a pena lutar por elas."
 

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