Música

Grammy promete divulgar artistas "positivos" para agradar ao mercado chinês

Mariana Pekin/UOL
Será que Bieber pode ficar fora dos próximos Grammys pelo seu comportamento? Imagem: Mariana Pekin/UOL

Pei Li

Pequim (CHINA)

03/08/2017 12h02

A entidade que organiza o Grammy, a maior celebração anual da indústria musical, disse nesta quinta-feira (03) que vai respeitar as restrições que a China impõe à mídia e só divulgar artistas com uma imagem "positiva e saudável", em uma tentativa de desbravar a segunda maior economia do mundo.

A Academia Fonográfica, responsável pelo Grammy, planeja realizar uma turnê na China em 2018 que contará com apresentações ao vivo de artistas ganhadores de prêmios ou indicados.

A China lançou uma campanha para expurgar do setor de entretenimento os conteúdos que considera impróprios ou insalubres, termos vagos que as autoridades também usam com frequência para justificar a censura de temas politicamente delicados.

"Se existem restrições e coisas dessa natureza, temos que ser respeitosos", disse Neil Portnow, presidente e diretor-executivo da Academia Fonográfica, à Reuters na capital chinesa Pequim.

Entre os astros impedidos de se apresentar em solo chinês estão Lady Gaga, Bjork e Bon Jovi, que se encontraram ou demonstraram apoio ao Dalai Lama, líder espiritual tibetano exilado.

Recentemente um escritório estatal chinês barrou o astro pop canadense Justin Bieber citando seu mau comportamento e exortou o cantor a melhorar sua conduta para se tornar "realmente amado" pelo público.

Bieber, um vencedor do Grammy, foi indicado ao prêmio sete vezes, quatro delas só no ano passado.

A Academia Fonográfica está organizando a turnê do Festival Grammy com a Bravo Entertainment e a China Music Vision.

"No que diz respeito à seleção dos artistas, eles serão na maioria artistas indicados ou premiados no Grammy, e promoveremos artistas com uma imagem positiva e saudável", disse Steven Fock, diretor-executivo da organizadora de eventos musicais Bravo.

Em um momento de desaceleração no crescimento doméstico, as plateias chinesas vêm se tornando cada vez mais importantes para a indústria de entretenimento norte-americana. Uma transmissão ao vivo do Prêmio Grammy na China no ano passado atraiu quase 11 milhões de telespectadores.

Em contraste, a audiência do Grammy encolheu ligeiramente na mais recente edição, em fevereiro, nos Estados Unidos, tendo chegado a quase 25 milhões de pessoas no ano anterior. Em janeiro, a Academia Fonográfica disse que a China sediará a construção de seu primeiro Museu Grammy no exterior.

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