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10/10/2010 - 01h05

Com show interrompido e falhas de som, Rage Against The Machine fecha primeira noite do SWU em alta tensão

MARIANA TRAMONTINA
Enviada especial a Itu (SP)
  • Zack de la Rocha no show do banda Rage Against The Machine no primeiro dia do Festival SWU, em Itu (09/10/2010)

    Zack de la Rocha no show do banda Rage Against The Machine no primeiro dia do Festival SWU, em Itu (09/10/2010)

Falhas de som, tumulto na plateia e alta tensão marcaram o primeiro show do Rage Against The Machine no Brasil. A banda, liderada pelo carismático Zack de la Rocha, fechou a programação de shows deste sábado (9) no Festival SWU Music and Arts, em Itu, com seu rap-metal de letras polêmicas com teor político. Segundo a organização, o primeiro dia de festival reuniu 50.500 pessoas na arena.

Em 1h40, a banda interrompeu seu show por dez minutos, em duas ocasiões. A primeira por causa de uma ameaça de invasão de palco do público da pista premium, que derrubou a grade de proteção que os separava do palco. "Deem espaço para tocarmos para vocês. Afastem só um pouco, pela segurança de vocês", pediu de la Rocha. A grade que separava a pista comum da pista premium também foi derrubada na confusão. Minutos depois, quando a apresentação foi retomada, as caixas de som falharam e a banda teve de parar o show novamente.

A tensão da primeira metade do show foi recompensada na segunda parte com a fúria do som da banda, que entrou no palco às 22h20 após um chamado de sirenes misturado aos gritos da multidão. A familiar estrela vermelha foi levantada no telão do palco, introduzindo "Testify" e "Bombtrack". O repertório do grupo, que se separou em 2000 e voltou a tocar em 2007, deu preferência a seu primeiro disco, homônimo.

De la Rocha não usou seu microfone para fazer declarações políticas, como de costume, mas o guitarrista Tom Morello vestiu um boné do MST (Movimento dos Sem-Terra) durante "Wake Up". O Rage Against saiu do palco para um breve bis, voltou com "Freedom" e emendou ao inconfundível riff de "Killing in The Name". A música chegou para o público como uma celebração da primeira visita da banda ao país. No fim do ano passado, o hit foi parar no topo da parada no Reino Unido, com mais de 500 mil downloads, após uma campanha dos fãs para acabar com o monopólio de downloads de um programa de TV local.

Primeiro dia de festival
Antes do Rage Against The Machine passaram pelo mesmo Palco Ar Los Hermanos, que se apresentou para um público devoto, mesmo ainda em recesso, anunciado em 2007. O Infectious Grooves trouxe de volta dos anos de 1990 sua mistura de funk e metal. Liderado por Mike Muir, vocalista e fundador do Suicidal Tendencies, a banda encontrou no festival um público fiel, que cantava, dançava e respondia aos seus contatos em músicas como "Rules Go Out The Window" e "Therapy".

O Black Drawing Chalks foi quem abriu o Palco Ar, às 16h40. A banda de Goiânia tocou para um público numeroso músicas de seus dois discos, como "My Favorite Way" e "Everything Is Gonna Be Fine". O grupo foi escolhido pelo público, através de uma votação no site do evento, para integrar a programação. Além dos goianos, venceram na votação O Teatro Mágico e Glória.

No Palco Água, os shows começaram com o show dos irmãos Suplicy e sua Brothers of Brazil. Os cuiabanos do Macaco Bong vieram na sequência. Os Mutantes foram uma das atrações principais deste primeiro dia e fizeram uma apresentação calorosa e cheia de ironias políticas.

Enquanto a tenda eletrônica promovia uma danceteria para os seguidores do gênero, o Palco Oi Novo Som reuniu dez bandas do rock e pop brasileiro independente. Segundo a organização do evento, não foi registrada nenhuma ocorrência grave.
 

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