
28/04/2007 - 10h16
Amy Winehouse, Gogol Bordello e Tilly and The Wall surpreendem nas tendas do Coachella
FERNANDO KAIDA Enviado especial a Índio, Califórnia

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Fernando Kaida/UOL
Amy Winehouse canta na tenda Mojave em Coachella
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Cerca de dez horas de shows que acontecem simultaneamente em cinco palcos fazem que com surpresas inevitavelmente surjam durante um festival como o de Coachella
A primeira delas veio com a banda Tilly and The Wall, de Omaha, EUA. O quinteto feminino faz do sapateado uma forma de percussão em canções indie pop de melodias deliciosas. À frente da banda estão as vocalistas Kianna Alarid, Neely Jenkins e Derek Pressnall, que promovem uma verdadeira festa no palco, mais ou menos como fazem as Pipettes, porém sem os vestidos de bolinhas e coreografias ensaiadas.
A banda tocou na tenda Mojave (as tendas têm nomes de desertos como Gobi e Sahara), logo depois dos roqueiros Noisettes e Tokyo Police Club, que reuniram mais público, já que não dividiraam o horário com outra atração de peso. O Tilly and The Wall atraiu um bom público enquanto o Of Montreal tocava no segundo palco ao ar livre.
Amy Winehouse Pouco depois do show do Tilly and The Wall, mas na tenda Gobi, a menor das três do evento, a inglesa Amy Winehouse mostrou que tem cacife para palcos bem maiores. Antes mesmo do começo da apresentação, havia muita gente do lado de fora da tenda, e os fotógrafos disputavam cada centímetro na área na frente do palco reservada a eles.
Acompanhada por uma banda afiada, com dois backing vocals/dançarinos, a inglesa mostrou sua releitura de soul e r&b dos anos 50 e 60 vestida com short jeans e camiseta regata branca. Winehouse entrou ovacionada pela platéia, tirou o sapato de salto, fez piada com seu altura acima da média e rebolou enquanto a tenda quase vinha abaixo. Sair do local durante o show era praticamente impossível.
Ucrânia versus Islândia Não é tarefa das mais simples dividir o mesmo horário que a atração principal do dia, mas a banda nova-iorquina Gogol Bordello, liderada pelo ucraniano Eugene Hütz, manteve a tenda Mojave cheia enquanto Björk cantava no palco principal.
O punk cigano de Hütz e sua banda foi uma boa opção para escapar do clima contemplativo-eletrônico da cantora islandesa. Em "Start Wearing Purple", o vocalista, sobre os ombros de um segurança, comandou uma platéia alucinada.
Com violino, acordeão, guitarras altas e bateria acelerada, o grupo levou uma espécie de fanfarra caótica ao deserto de Coachella.
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