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Seal revive soul dos anos 1990 em viagem embalada por sucessos

Leonardo Rodrigues

Do UOL, no Rio

20/09/2015 21h18

Segunda atração do Palco Mundo deste domingo (20) no Rock in Rio 2015, o cantor norte-americano Seal promoveu uma viagem nostálgica aos anos 1990, embalada pelos sucessos"Crazy", "Killer" e "Kiss From a Rose".

Quem esteve musicalmente vivo nessa década pôde relembrar o tempo em que baladas do chamado neo-soul subiram às paradas, recheadas de teclados, refrãos ganchudos e muito pouco suingue.

"É uma grande alegria estar aqui, finalmente", disse o cantor, logo no início da apresentação. "Vou cantar músicas que vocês conhecem e músicas que vocês não conhecem, claro", alertou. A deixa involuntária serviu de síntese para o que se seguiu em seguida.

Exceção feita aos poucos hits, em especial "Crazy" e "Kiss From a Rose", o repertório do norte-americano soa como uma derivação genérica de seus êxitos. Funciona se você admira um soul mais árido e pouco afeito ao balanço. Mas pode soar extremamente maçante, principalmente se a música negra dos anos 1970 e 1980 ainda está viva na sua veia.

Independente disso, Seal sabe conduzir um show. É simpático, interage com frequência com a plateia e até vai para o meio da galera. Se sua música grandiosa não emociona tanto, casa bem com um festival de grande porte.

E é inegável que ele sabe se vender. Sempre que pôde, citou, antes de cantá-las, as faixas que estarão em seu próximo trabalho, "Seal 7", previsto para novembro. Não contente em apenas mencionar o Brasil, ele também não teve vergonha em agarrar a primeira bandeira brasileira que viu no Rock in Rio, depois de cantar "Redzone Killer".

Antes, havia lembrado Elton John (que tocaria em seguida) com a balada "Every Time I'm With You", moldada em um arranjo melódico de piano. "Não é uma música do Elton John, mas a chamo de 'música do Elton John.'"

Mas nem tudo foi só soul noventista: houve também algum balanço, como na boa e nova "Monascow". Um possível caminho para a carreira do músico, tão lembrado no Brasil pelas canções quanto por seu antigo casamento com a modelo Heidi Klum.

8 Comentários

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Niced

O jornalista foi tão despreparado que nem o básico - o Seal é inglês - ele sabia. O cantor fez um show poderoso, tem uma voz fantástica, além de apresentar o melhor som, em termos técnicos, pelo menos na transmissão via TV. Mas o mais importante é que ele, "desconhecido" entre os artistas que se apresentaram no palco "Mundo" ontem, teve a coragem de apresentar um repertório inédito, o que os "titios" que vieram depois não puderam fazer, pois suas carreiras estacionaram, ao contrário do fantástico Seal.

fred095

O Rock in Rio é um dos maiores festivais de música do mundo, a estrutura montada é igual, ou até superior, aos grandes eventos musicais que acontecem no mundo, os shows são ótimos, o público é maravilhoso, a mídia internacional está elogiando a estrutura e as atrações, o resto é choro dos inconformados.

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