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Lançamentos em CD 29/08/2008


DONNA SUMMER
Gravadora: Sony/BMG
Preço Médio: 22
29/08/2008

"Crayons"

DONNA SUMMER

A cantora norte-americana Donna Summer atualiza a dance music tradicional, com a qual se notabilizou no final dos anos 70, no álbum "Crayons".

É o primeiro disco de inéditas em 17 anos da cantora, considerada a "rainha da disco music". No decorrer dos 57 minutos distribuídos por treze faixas, Summer reafirma sua identidade sonora, com a qual definiu padrões da música pop há aproximadamente 30 anos.

As faixas do disco não negam seu passado glorioso, pois Donna Summer acrescenta novos elementos a sua música. E embora complete 60 anos de idade ao final deste ano, a cantora ironicamente demonstra maior jovialidade do que em "Mistaken Identity" (1991), seu disco anterior de inéditas.

Summer esbanja vitalidade e alegria em seu repertório novo. Trabalhou com diferentes produtores neste disco, que ressalta a versatilidade de sua música. Colaboraram com a cantora em "Crayons" os produtores Greg Kurstin (Lilly Allen e Pink), Danielle Brisebois (Natasha Bedingfield e New Radicals), JR Rotem (Sean Kingston e Rihanna), Evan Bogart (co-autor do sucesso "S.O.S." da cantora Rihanna) e Lester Mendez (Shakira e Santana).

É um disco com perfil adequado para rádios com orientação pop rock, com destaque para temas como "Mr. Music", "The Queen Is Back", "Fame (The Game)", "Sand on my Feet", "Drivin' Down Brazil", "I'm a Fire" e a faixa-título, com participação de Ziggy Marley. (MARCUS MARÇAL)
Gravadora: EMI
Preço médio: R$ 29
29/08/2008

AL GREEN

"Lay It Down"

Com um repertório romântico, Al Green volta para suas origens em seu novo álbum, "Lay it Down". Mesmo com tantos anos de carreira e dedicação à música gospel o reverendo mostra que ainda pode fazer um álbum mais atual e comercial. Com produção do baterista Ahmir Thompson, do Roots, banda norte-americana de hip hop, o CD traz 11 baladas soul e r&b com excelentes arranjos e participações especiais.

O cantor americano Anthony Hamilton participa da música que abre e dá nome ao álbum, "Lay it Down", e de "You've Got The Love I Need". Há ainda as presenças da linda voz de Corinne Bailey Rae na faixa "Take Your Time" e do cantor John Legend em "Stay With Me (By The Sea)".

A faixa "What More Do You Want From Me" é um dos grandes destaques do álbum, além das canções "Too Much" e "Standing In The Rain", que fecha o disco. (DANIELLE NORONHA)
USHER
Gravadora: Sony/BMG
Preço Médio: 25
29/08/2008

"Here I Stand"

USHER

Bem sucedido em âmbito pessoal e profissional, o cantor norte-americano Usher fez r&b com letras maduras em seu quinto álbum. Ícone pop, casado e pai de família, o artista desfruta de boa fase em diferentes aspectos de sua vida e esse bom astral se reflete em "Here I Stand".

Musicalmente, não há grande ruptura em relação à sonoridade com a qual se notabilizou. Usher continua a transitar por diferentes facetas da música negra norte-americana. No entanto, quem aprecia o trabalho do artista vai encontrar uma versão evoluída de seu repertório tradicional, ao prestar atenção às novas letras do cantor.

Canções de ninar em homenagem a seu filho ou à estabilidade amorosa, como "Prayer for You" e "Love You Gently", soam mais realistas que parte de seu trabalho anterior, "Confessions"(2004), e bastante adequadas a um artista bem-sucedido de 29 anos.

E é justamente dessa forma que, no decorrer dos 74 minutos distribuídos em 18 temas da edição nacional de "Here I Stand", Usher consegue o mérito de imprimir identidade em meio a tantos artistas genéricos de r&b no cenário musical norte-americano contemporâneo.

"Love in this Club", "Trading Places", "Moving Mountains", "What's Your Name" e "Best Thing" são destaques do disco. E não bastasse o apelo de sua música, participam do disco expoentes do pop mainstream como Will.I.Am (líder do Black Eyed Peas), Jay-Z, Young Jeezy, Beyoncé e Lil Wayne. Este admirável elenco de coadjuvantes também reafirma o bom momento que Usher desfruta atualmente. (MARCUS MARÇAL)
LEO JAIME
Gravadora: Som Livre
Preço Médio: 20
29/08/2008

"Interlúdio"

LEO JAIME

Em seu 9º álbum solo, o cantor goiano Leo Jaime dá prosseguimento ao pop rock suave com o qual se notabilizou no disco "Vida Difícil" (1986), LP de destaque em sua discografia e até hoje nunca lançado em CD.

"Interlúdio" é seu primeiro trabalho de inéditas em 18 anos, excluindo compilações e retrospectivas. Mas esse longo hiato sem disco de inéditas foi bastante produtivo e o novo repertório do cantor reforça essa constatação, em dez temas distribuídos em aproximadamente 35 minutos.

Apesar de sequer chegar perto da picardia juvenil de seus primeiros discos solo ou dos tempos em que integrava o João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, "Interlúdio" o dissocia de sua antiga imagem pública de bufão do pop rock nacional, ainda comumente associada ao bom humor de seus temas mais conhecidos dos anos 80.

Gravado nos estúdios da Som Livre no final de 2007 e início deste ano, "Interlúdio" foi produzido por Dunga, baixista do cantor e que também já acompanhou Lulu Santos em meados dos anos 90.

São destaques do CD as canções compostas em parceria com Leoni (ex-Kid Abelha e Heróis da Resistência): "Fotografia", "Nos Arredores do Amor" e "Pelo Rio", essa última também co-escrita por Marcos Kleine. Mas Leo também assina duas faixas sozinho ("Pode Ser" e "Silêncio") e gravou um tema de Alvin L (ex-Sex Beatles e Rapazes de Vida Fácil e compositor de sucessos recentes de Capital Inicial e Ana Carolina, entre outros), chamado "Hoje e Sempre".

"Interlúdio" parece ter acendido novamente a chama de Leo Jaime, que foi um dos mais populares cantores-compositores a figurar na parada de sucessos na década de 80. Assim o goiano coloca novamente sua carreira nos eixos, sem precisar figurar em festas saudosistas da "era da inocência" do rock popular brasileiro. (MARCUS MARÇAL).
Gravadora: Independente
Preço médio: R$ 21
29/08/2008

VINICIUS CALDERONI

"Tranchã"

Bossa, samba, pop e uma pitada de jazz. São esses ingredientes que compõem o álbum de estréia do cantor e compositor Vinicius Calderoni, "Tranchã", que traz 12 faixas nas quais se destacam as boas letras e belos arranjos.

O nome do álbum foi inspirado na música "Cantando no Toró", de Chico Buarque, que diz "um grande artista tem que estar tranchã". Segundo o dicionário Michaelis "tranchã" significa "categórico, decisivo" ou "bacana".

A produção é do próprio Vinicius em parceira com o violonista Ulisses Rocha. A banda é formada pelo pianista Tiago Costa, pelo flautista Teco Cardoso e pelo baterista Edu Ribeiro.

O CD ainda conta com participações especiais do grupo instrumental qu4tro a zer0, além das cantoras Fabiana Cozza, que canta na última faixa "Litoral", e Tatiana Parra, que empresta sua voz para "Trivial". Destaque para a música que abre o álbum, "Na Lata", e para "Carnaval" e "Vou Mandar Pastar". (DANIELLE NORONHA)
ENTERRO
Gravadora: Independente
Preço Médio: 20
29/08/2008

"Nunc Scio Tenebris Lux"

ENTERRO

O quinteto carioca Enterro faz rock pesado e agnóstico em sua estréia em disco, "Nunc Scio Tenebris Lux". Em latim, o nome significa algo como "Vejo agora que as trevas vêm da luz" e evidencia as influências maiores da banda: o black metal e tendências mais obscuras do rock pesado oitentista. Apesar do nome macabro, os integrantes do Enterro fazem questão de rechaçar qualquer associação a causas satanistas ou bobagens do tipo.

Dois músicos do grupo Matanza, o baixista China e o guitarrista e compositor Donida, fazem parte da banda e, como não poderia deixar de ser, o bom humor também dá as caras neste novo projeto: os integrantes do Enterro chegam a se identificar no disco por meio de pseudônimos, conforme reza a cartilha do black metal.

Gravado em 2007, o disco foi muito bem produzido, principalmente se comparado à qualidade técnica da discografia clássica do estilo nos anos 80, de bandas como o Venom, Bathory, entre outras. Mas o Enterro não apenas relê o legado do black metal como mero repetidor de um padrão sonoro: a banda mistura com identidade influências de Slayer , Darkthrone e Marduk com a grosseria sonora da cena escandinava noventista.

"Nunc Scio Tenebris Lux" é um trabalho coeso e homogêneo, que deve ser apreciado pelos amantes do gênero como um todo. São nove faixas autorais, com exceção a uma citação à "Marcha Fúnebre", de Chopin, em duas passagens de "The Funeral", com destaque para temas como "The Meaning of Hate", "There's nothing divine", "War Is my Answer" e "He Who Must Be Killed".

Não é um disco para qualquer fã de rock, mas os apreciadores de black metal e do som pesado em geral certamente entenderão a proposta bem-humorada do quinteto, em meio a tantas músicas de andamento rápido, direto e com acento fúnebre (MARCUS MARÇAL).

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