Música

Vanusa faz 70 anos: Entenda por que ela é muito mais que um erro no hino

Thyago Andrade/Brazil News
22.jun.2016 - Vanusa posa durante o 27º Prêmio da Música Brasileira, no Theatro Municipal do Rio Imagem: Thyago Andrade/Brazil News

Do UOL, em São Paulo

22/09/2017 04h00

A desastrosa apresentação do hino nacional na Assembleia Legislativa de São Paulo, em 2009, fez Vanusa conhecer o fundo do poço. A internet, com sua memória curta e tendência ao bullying, fez troça do momento e não perdoou a cantora por ter se confundido na letra. Uma tremenda injustiça, para dizer o mínimo.

Vanusa, que completa 70 anos nesta sexta (22), tem uma carreira bem-sucedida e de respeito, desde o início na Jovem Guarda, quando foi lançada por Eduardo Araújo, até a consagração como grande cantora romântica. Nos anos 1970, sua fase mais "experimental" e criativa, ela se embrenhou por vários estilos, até pasme pelo rock pesado, e com desenvoltura ímpar.

Atualmente, Vanusa passa por um período difícil, longe dos holofotes. Em agosto, ela voltou a ser internada para combater o vício em calmantes e o quadro de depressão. O UOL manda vibrações positivas e deseja a plena recuperação da artista.

Veja baixo cinco bons motivos para respeitar e ouvir a subestimada Vanusa.

Fez sucesso com engajamento

Dona de um vocal etéreo, por vezes dramático, e perfeitamente afinado, Vanusa fez sucesso nos anos 1970 com baladas como "Sonhos de um Palhaço" e "Mudanças". Mas foi com sua "Manhãs de Setembro", de 1973, parceria com Mário Campanha, que conquistou o Brasil. Lançada em plena ditadura, a letra, romântica à primeira vista, esconde um contumaz discurso político. “Fui eu que em primavera só não viu as flores”, canta em referência a “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores“, de Geraldo Vandré.

Soube ser roqueira e suingar

Redescoberta recentemente, a faixa "What to Do", de 1973, suscitou inevitáveis comparações com “Sabbath Bloody Sabbath”, do Black Sabbath. Quem teria plagiado quem? Pouco importa. A música é um rock pesado cheio de dinâmica e energia, cantado com vigor e sensibilidade dos(as) grandes vocalistas do gênero. Antes, no fim dos anos 1960, Vanusa já havia começado a explorar outros ritmos, como o funk americano, que dá o tom em músicas do álbum “Vanusa” (1969), o samba (“Mercado Modelo”, "Quebra Cabeça") e a valsa ("Quero Você").

Ganhou reconhecimento

Representante do Brasil em vários festivais internacionais, Vanusa ganhou diversos prêmios durante a carreira. Já foi até eleita rainha da televisão, numa época em que a televisão de fato merecia uma família real. Em 1969, virou estrela de cinema ao cantar “Aonde Estás” no filme “Pobre Príncipe Encantado”, de Daniel Filho, e repetiu a dose três no longa "Com a Cama na Cabeça”, de Mozael Silveira, cantando “1971”.

É compositora

“Manhãs de Setembro”, "Mundo Colorido", "Perdoa", "Eu não quis Magoar Você”, "Rotina", “Pode Ir Embora”, "Espelho". Todas essas faixas têm Vanusa como compositora, lançadas em uma época em que os cantores se consagravam principalmente como intérpretes. Há décadas, ela goza de reconhecimento da classe artística. Gente de várias gerações. Em 2014, por exemplo, se uniu a um fã antigo, o cantor e compositor Zeca Balero, que produziu o álbum “Vanusa Santos Flores”.

Gravou belas versões

Um bom motivo para começar ouvir Vanusa: suas versões. A mais famosa é “Paralelas”, que gravou antes mesmo do próprio autor Belchior. Mas vale a pena ir além do óbvio. Você pode começar com a clássica “Sunny”, de Bobby Hebb, regravada por gente como Marvin Gaye, Stevie Wonder e Boney M, passar por “Talvez”, releitura em português de “Maybe”, imortalizada por Janis Joplin, e cair em “Avôhai”, de Zé Ramalho, que ganha tom acústico-progressivos na voz de Vanusa.

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