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Acusado de incitar o estupro, funk é excluído das plataformas digitais

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MC Diguinho: Funk lançado em dezembro gerou polêmica nas redes sociais Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

17/01/2018 19h14

O funk "Só Surubinha de Leve", de MC Diguinho, foi retirado dos serviços de streaming após ter sido acusada de fazer apologia ao estupro. A exclusão acontece dias depois de o funk entrar na lista das mais ouvidas do Spotify e garantir o primeiro lugar entre as músicas que mais viralizaram na plataforma.

Na tarde desta quarta-feira (17), "Só Surubinha de Leve" não estava mais disponível na Apple Store, Deezer e YouTube, onde um vídeo com o áudio oficial somava 14 milhões de visualizações desde seu lançamento, em dezembro passado. Versões não oficiais também foram retiradas da plataforma de vídeos. Procurado pelo UOL, o YouTube afirmou que não comenta "casos específicos".

No Spotify, onde a música de Diguinho alcançou maior destaque, o funk chegou a ser excluído do catálogo, mas voltou em seguida como "lançamento do dia". A empresa afirmou que outra distribuidora teria enviado a música, mas voltou a afirmar que a nova faixa será retirada nas próximas horas.

A Deezer se posicionou afirmando que está analisando outros conteúdos "para tomar as providências cabíveis".

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Entenda o caso

Hit do momento nos fluxos e pancadões, "Só Surubinha de Leve" causou forte reação nas redes sociais por sugerir, no verso principal da música, embriagar intencionalmente uma mulher para depois estuprá-la: "Taca a bebida, depois taca a pica e abandona na rua", diz a letra.

Em um dos posts mais compartilhados no Facebook, a estudante de artes visuais Yasmin Formiga aparece com uma maquiagem simulando agressão e segurando nas mãos um cartaz com o verso da música de Diguinho.

"Sua música ajuda para que as raízes da cultura do estupro se estendam. Sua música aumenta a misoginia. Sua música aumenta os dados de feminicídio. Sua música machuca um ser humano. Sua música gera um trauma. Sua música gera a próxima desculpa”, protestou a estudante. “Não tem mais para que 'aceitar' músicas que nos diminuem diariamente, passou do tempo de naturalizar esse tipo de coisa", diz o texto publicado pela paraibana.

Rapidamente uma campanha começou a circular nas redes sociais, através de reclamações e abaixo-assinados, para que a música fosse excluída das plataformas.

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