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BaianaSystem relembra Sabotage e recebe Karol Conká em Anhangabaú lotado

Mariana Pekin/UOL
Os shows no Vale do Anhangabaú no aniversário de 464 anos de São Paulo Imagem: Mariana Pekin/UOL

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

25/01/2018 22h41

“Salve Sabotage”. Foi essa a primeira saudação de Russo Passapusso, vocalista do BaianaSystem, para um Anhangabaú lotado para comemorar o aniversário de São Paulo. “O Brasil inteiro está em São Paulo”, celebrou o cantor, destacando a diversidade que deu o tom à festa desde o meio-dia, quando Paula Fernandes abriu o principal palco da festa.

A mistura de sons do grupo baiano foi bem recebida pelo público, que em boa parte esperava pela principal atração do dia, Anitta. Ciente disso, Passapusso fez questão de agradecer “os fãs de outros artistas” e deu até orientações ao público em algumas partes, como a roda típica que se forma em todos os shows do BaianaSystem.

A apresentação começou com "Lucro (Descomprimindo)", seguido por “Jah Jah Revolta”. Uma falha no microfone do rapper baiano Vandal, que cantou na segunda faixa, foi rapidamente resolvida e o show seguiu com “Dia de Caça”, “Duas Cidades” e “Invisível”, dedicada aos trabalhadores da cidade. “Faz barulho para o Sabotage”, também pediu Vandal, lembrando mais uma vez o rapper paulistano morto em 2003.

“Vamos fazer figa para a cidade de São Paulo, para as pessoas que vieram de outros lugares, para a tolerância”, pediu Russo Passapusso em referência à letra de uma das músicas. As falas do vocalista do BaianaSystem sempre destacavam o respeito e a diversidade. “A música é comunicação de paz de fé e de força. Respeito”, clamou o vocalista.

Se faltou discurso político em cima do palco, o público fez questão de protestar algumas vezes antes e depois do show. O prefeito de São Paulo esteve no Anhangabaú no começo do dia, mas foi embora após ouvir vaias depois do show de Paula Fernandes.

Tombei e lotou

Convidada de honra do grupo baiano, Karol Conká já entrou no palco ao som de “Lalá”, música que fala sobre sexo oral nas mulheres. A rapper curitibana seguiu com “É o Poder” e seu maior hit, “Tombei’. Karol foi muito aplaudida e bem recebida pelo público. Ela voltou depois para dividir os vocais com Passapusso em “Terapia”.

O grupo baiano e a rapper curitibana foram a quarta atração do dia no principal palco da festa, no Vale do Anhangabaú, cartão postal da cidade.

Mariana Pekin/UOL
Público lota o Vale do Anhangabaú e a procura por um lugarzinho é grande Imagem: Mariana Pekin/UOL

Nem a chuva fina que caiu no intervalo de uma hora e meia entre o show de tributo a David Bowie e o do BaianaSystem com Karol Conká afastou o público da Festa da Cidade. Pelo contrário: os convidados do aniversário de São Paulo resolveram aparecer em peso depois que escureceu.

Se até o show de André Frateschi, que acabou às 19h, havia espaço para circular perto do palco, o aperto era visível desde o início da apresentação do Baiana com Karol. Reflexo, principalmente, dos fãs de Anitta. Vários chegaram cedo ao Vale para garantir um espaço perto da grade, apesar de o show da funkeira carioca fechar o dia, marcado para às 23h30.

O aumento do público, consequentemente deu mais trabalho para os bombeiros e seguranças particulares que trabalhavam na festa. Uma das torres de luz próxima ao palco acabou invadida pelo público, que se arriscava para ter uma visão mais privilegiada. A drag Queen Tchaka, apresentadora do palco, pediu que os fãs evitassem subir na torre de novo. “Se romper um fiozinho aí não tem Anitta no palco”, alertou.

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