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Cantores de funk querem colete antibalas após assassinato de MC Daleste

MC Daleste, funkeiro morto em um show em Campinas (SP) - Reprodução/Facebook
MC Daleste, funkeiro morto em um show em Campinas (SP) Imagem: Reprodução/Facebook

Em São Paulo

22/07/2013 11h17

Vários cantores de funk querem permissão do Exército para comprar coletes antibalas depois do assassinato de MC Daleste durante um show em 6 de julho.

O movimento é liderado por MC Bio G3 e Mc Bó, considerados os precursores do estilo "ostentação", muito popular entre os jovens e que costuma ter letras com forte conteúdo sexual e de violência.

"Estamos perante um inimigo invisível. Não sabemos quem está atentando contra nós e estamos com medo", justificou em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo" o MC Bio G3, cujas canções falam dos sonhos de consumo das comunidades pobres.

O grupo pediu uma audiência com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella, para que as autoridades concedam a permissão de compra dos coletes, cujo mercado é controlado pelo Exército.

Em 6 de julho, durante um show em um bairro de Campinas, o jovem MC Daleste, de 20 anos, foi atingido por um disparo e não resistiu aos ferimentos.

Segundo as primeiras investigações policiais, o disparo foi realizado por um atirador especialista.

Em Santos e nos municípios vizinhos cinco cantores de funk foram assassinados e um sexto ficou gravemente ferido nos últimos três anos, enquanto no ano passado em São Paulo o Mc Brow, de 28 anos, foi morto a tiros.

Os vídeos musicais dos cantores de funk, com carros luxuosos e rodeados de mulheres com pouca roupa, tiveram mais de 60 milhões de acessos no YouTube, segundo o jornal "Folha de S. Paulo".