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Após vaias, Luiz Caldas põe público para dançar no Palco Largo do Arouche

Gisele Alquas

Do UOL, em São Paulo

18/05/2013 21h34

Sob vaias e aplausos, o cantor Luiz Caldas subiu ao palco Largo do Arouche às 21h17 neste sábado (18), primeiro dia da Virada Cultural 2013 em São Paulo. O público presente no local não gostou da demora, já que o show estava programado para as 21h, e começou a vaiar.

Sua apresentação, marcada inicialmente para as 3h da manhã, foi trocada com a de Sarajane, programada para as 21h.

Assim que o cantor entrou, muitos gritos foram ouvidos. Tatuado e de cachecol, Luiz evitou ficar descalço, algo que é marca registrada em seus shows, talvez devido ao frio no local. Ele começou com a música "Minha Princesa". "Estou muito feliz de estar aqui, nesse evento muito importante", comentou. "Quero ver todo mundo dançar".

Caldas colocou o público para dançar com as músicas "Tieta do Agreste", "O que É que Essa Nega Quer?", "Haja Amor" e "Odé e Adão", além de marchinhas de Carnaval e outros clássicos do axé music. Músicas como "Primeiros Erros", de Kiko Zambianchi, e "Bolero de Ravel" ganharam uma roupagem de axé.

O cantor aproveitou para lembrar do início da carreira. "Toquei em muitos bailes e subi num trio elétrico pela primeira vez aos 16 anos. Na época, só se tocava frevo e eu sentia falta de um ritmo que eu pudesse tocar todo tipo de música. Foi aí que inventei o axé", contou o artista, para em seguida entoar "Nega do Cabelo Duro", seu primeiro sucesso.

O cantor encerrou o show com a música "Chame Gente", do cantor Armandinho. Mesmo com o coro de "mais um", ele não voltou.

Fã de Luiz Caldas, a pedagoga Neuraci Rocha, de 45 anos, estava ansiosa pelo show do cantor. Ela, que é baiana, classificou o artista como "ícone brasileiro". "Há muito tempo esperava para vê-lo. O show foi incrível. Ele é maravilhoso", elogiou Neuraci, que sabia cantar todas as músicas.

A dona de casa Maria Aparecida Gomes, de 54 anos, disse à reportagem do UOL que é "fã número um" do cantor. "Adoro Luiz Caldas, sou fã desde que ele começou. Fiz questão de vir aqui hoje prestigiá-lo. Eu amo a música 'Tieta'", disse a dona de casa, que mora avenida rua São João. Ela acrescentou que a Virada Cultural "podia acontecer a cada seis meses".