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Show da Banca na Virada tem confusão com fãs e homenagem ao Chorão

Tiago Dias e Thiago Azanha

Do UOL, em São Paulo

19/05/2013 02h23Atualizada em 19/05/2013 03h42

O show da banda A Banca, formada pelos ex-integrantes do Charlie Brown Jr., na Virada Cultural começou com atraso de 15 minutos na madrugada deste domingo (19), no Palco São João.

Depois de fãs invadirem a área destinada à imprensa e terem que ser retirados à força pela polícia, o grupo subiu ao palco homenageando o cantor Chorão, morto em abril.

"Essa é uma homenagem para nosso irmão que está no céu", afirmou o vocalista Champignon, sob aplausos do público.

Champignon também pediu tranquilidade ao público. "Fiquem em paz aí, cuidado com as menininhas, tem muita família aí", pediu.

Na sequência, toda a banda foi para a frente do palco. "Na data [da morte], um acontecimento mudou o destino de cinco pessoas", disse o vocalista. Ao fundo, um telão exibia imagens de Chorão. "Ele foi um puta cara, um grande homem. Estamos aqui em homenagem a ele", completou, para em seguida abrir a apresentação com "Só por uma Noite".

Champignon agradeceu ao público depois de cantar "O Coro Vai Comê" dançando do mesmo modo que Chorão costumava dançar. "Quanta gente! O Chorão estaria feliz pra c****** agora! Obrigada pelo apoio, está sendo um tempo difícil pra gente", disse.

"Vai com Deus mano Choris, vai com Deus meu camarada", desejou o vocalista durante a música "Samba Makossa".

A apresentação teve direito também a uma champanhe estourada por Champignon, que pediu ao público um minuto de barulho em homenagem a Chorão, cronometrado por um relógio no telão. O público correspondeu e ganhou em troca um vídeo do músico cantando à capela durante um show.

Num esforço para mostrar que não quer o lugar do antigo líder, Champignon reforça a homemagem a Chorão a todo momento e se defende por estar nessa nova posição. "Hoje em dia é muito difícil ter uma banda de rock, você passa sete anos tentando. Neguinho ouve sua demo e manda você se f****. Pra você chegar aqui e ter gente falando mal. Vá se f****!”, desabafou. "O Espirito do rock esta nesse palco".

A apresentação, que teve no set list faixas como "Tudo o que ela Gosta de Escutar" e "Meu Novo Mundo", lançada na semana da morte do Chorão, contou também com a participação dos rappers Sandro RZO e Sabotinha (filho de Sabotage), momento em que Champignon assumiu o baixo, seu antigo instrumento.

Champignon aproveitou a oportunidade para anunciar a turnê de A Banca, com o nome "Chorão Eterno". "Não sei se é pior parar ou continuar tocando. Tá sendo difícil. Mas estamos aí pra tocar até o fim do ano. Estamos aqui por causa de vocês".

A apresentação foi encerrada com "Papo Reto" e Champignon pulando no palco com a filha nas costas. "Bom saber que estamos em casa novamente. Valeu, São Paulo", agradeceu, antes de se juntar aos outros integrantes para tirar uma foto com o público como fundo.

Depois do fim da apresentação, fãs tentaram invadir o camarim da banda e tiveram que ser contidos por três seguranças, que precisaram delimitar um bloqueio para manter a confusão longe dos músicos. Além do clima tenso, um fotógrafo teve seu celular roubado durante o show enquanto registrava imagens da banda.

 

Fãs

Apesar da pouca idade, o garoto Juliano Rocha, 8, esperava pelo show com os pés na grade. "Fiquei triste {com a morte do chorão], eu estava começando a conhecer eles. Estou super feliz, quero ouvir 'Só os Loucos Sabem", contou.

"So assistimos o show da Banca em programas de TV. Esta será a primeira vez que veremos ao vivo a nova banda, mas acreditamos que nao mudará muita coisa do que era o Charlie Brown", disse a estudante Samanta Sabino, antes do início do show.

Seu namorado, Vinicius Souza, também estava ansioso pelo começo da apresentação. "O chorao nao tem mais, mas o público está acostumado a ver os outros integrantes e ouvir a banda tocar".

Samanta disse que Champignon, que assumiu os vocais da banda após a morte de chorao, era a melhor opção para a vaga. "Não dá para imaginarm uma pessoa de fora do Charlie Brown no lugar do Chorão", disse.

Já o cadeirante Joab Alves contou com a ajuda do público para chegar a um lugar reservado em frente ao palco. "O pessoal levantou a cadeira e me colocaram aqui. Foi surreal. Vale tudo para ver a Banca tocar", contou Joab, que ainda tentava colocar sua namorada na area VIP. "A banda tem vida sem o Chorão. A maior prova disso é o show desta noite com um público lotado", disse.