Lollapalooza

Com recorde de público e mais democrático, Lollapalooza 2017 erra no básico

Felipe Gabriel/UOL
O público do Lollapalooza aproveitou muito o festival curtindo os shows na grade ou no gramado e tirando muitas selfies no Autódromo de Interlagos Imagem: Felipe Gabriel/UOL

Tiago Dias

Do UOL, em São Paulo

27/03/2017 06h00

Desde sua estreia no Brasil em 2012, o Lollapalooza vem se revelando um festival de muitas caras. Com sua história escrita junto ao rock alternativo norte-americano nos anos 1990, o evento tem sofrido mutações a cada ano, tanto aqui quanto lá fora.

Nas últimas edições brasileiras, tudo parecia crer que o Lolla se tornaria o evento oficial da chamada geração Z, sedenta por tendências e cercada de ídolos inspiradoras do pop. Ou até mesmo uma opção para quem queria se jogar no clima de rave do Tomorrowland, com DJs roubando a cena e o espaço na programação.

Mas o Lolla, acertadamente, sabe que pode também conquistar os corações --e os bolsos-- dos saudosistas. Algo que acontece há algum tempo, principalmente com a escalação de Robert Plant em 2015, mas que deu química este ano, com a escalação improvável do Metallica e do Strokes como headliners, cercado do pop de Tove Lo e MØ, do eletrônico de Martin Garrix e The Chainsmokers, e das batidas modernas do The Weeknd.

Nao à toa, foi o Lolla que mais vendeu: 190 mil pessoas em dois dias (cem mil só no sábado), dando ao Autódromo de Interlagos uma cara diversificada entre gêneros, estilos e faixa etária.

O mar de coroas de flores, usadas pelo público teen, crescia a cada ano, mas desta vez foi quebrado pelas camisetas pretas do Metallica no sábado e pelos trintões fãs de Strokes no domingo, que faziam intercâmbios entre os palcos com facilidade. Os headbangers no axé reinventando do BaianaSystem e algumas tiaras de unicórnio na plateia do Metallica que o digam. E até o Duran Duran provou de uma plateia muito mais nova neste domingo.

Quanta gente, quanta alegria?

E se houve um porém ao juntar as tribos foi o serviço deficiente para atender a toda essa demanda, trazendo antigos problemas à tona novamente.

O aumento do público travou a locomoção entre os palcos Skol, Axe e Perry's. Este último, dedicado à música eletrônica, foi anabolizado e ganhou um palco poderoso, mas não aguentou a demanda e fechou algumas vezes a entrada nas principais atrações.

Outra mancha na edição foi a desorganização nos bares, que registraram filas de quase 1h e sofreu com uma pane no estoque de cerveja no sábado. Resultado: goela seca e aquela dor de cabeça com a pulseira Lolla Cashless, tecnologia conectada com o que já rola nos outros países, mas que travou o atendimento em muitos momentos.

No caminho certo, o Lolla precisa agora acertar novamente sua infraestrutura. Afinal, não há "experiência" que resista a essas provações.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Música
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Mulher - Moda
Música
UOL Música
do UOL
do UOL
do UOL
TV e Famosos
UOL Música - Imagens
do UOL
TV e Famosos
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Música
do UOL
UOL Música - Imagens
do UOL
UOL Música - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Música - Imagens
UOL Música - Imagens
UOL Música - Imagens
do UOL
do UOL
TV e Famosos
do UOL
do UOL
TV e Famosos
UOL Música - Imagens
Topo