PUBLICIDADE
Topo

Com temperatura de 39ºC, fãs do Slipknot não dispensam macacões e máscaras

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

25/09/2015 13h28

Rock in Rio é a prova de que fã não sente calor. Pelo menos para alguns fanáticos pelo Snipknot que providenciaram macacões vermelhos de manga comprida e as tradicionais máscaras para homenagearem os ídolos nesta sexta-feira (25) na Cidade do Rock --apesar dos termômetros registrarem 39ºC na região.

Bastou o analista de infraestrutura Rodrigo de Jesus Lopes, 31, e o pintor automotivo Paulo Henrique de Góes, 29, serem abordados pela reportagem para virarem o centro das atenções entre o público. Formou-se até fila para fotos, fenômeno que acontece toda vez que eles vão a uma apresentação do grupo.

"Tá bastante calor, mas daqui a pouco a gente tira a máscara, põe de novo. Fã é fã", disse Paulo, que veio sozinho de Jundiaí (SP), mas já fez amizade na fila.

Rodrigo, que veio de Campinas acompanhado da mulher, Adelina, segue o trabalho da banda há mais de dez anos e já teve um quarto recheado de pôsteres dos músicos quando era solteiro.

"Tenho também um macacão preto e outra máscara. Gosto do Slipknot porque eles falam muito da sujeira na política, na sociedade", contou ele, que foi aos shows de 2011 e 2013.

No entanto, as máscaras não são permitidas na Cidade do Rock e os fãs tiveram que deixá-las do lado de fora --alguns pagaram R$ 75 para usar o guarda-volumes do evento. 

 

Pontos no pé

Passar horas na fila em pé e aguentar uma maratona de shows que adentram a madrugada é tarefa que exige esforço. Ainda mais de quem levou 16 pontos no pé há apenas quatro dias, mas o estudante Raphael Shäynner, 17, não se importa.

"Tomei analgésico, por isso estou conseguindo andar sem dor. Estava na praia, escorreguei numa pedra. Mas banda só tem uma", disse o fã de Slipknot, morador de Paquetá.

"Se estourar, faço os pontos de novo. Se precisar, arranca o pé. Mas vale a pena", exagerou o jovem, que já foi ao show do grupo no Rock in Rio em 2011.

Durante a espera, o adolescente fez amizade com Marcelo Machado, de São Gonçalo, ansioso pela primeira vez ao vivo diante dos ídolos. "É um sonho", afirmou.