Ministério resgata 17 pessoas em condições análogas à escravidão no Rock in Rio
O Ministério do Trabalho resgatou 17 trabalhadores em situação análoga à escravidão no Rock in Rio. Segundo o órgão, os empregados foram contratados em São Paulo e no Rio para atuar como ambulantes da empresa "Batata no Cone". Recebiam dois reais por produto vendido no evento sem remuneração complementar.
De acordo com os depoimentos colhidos, várias situações indicaram situação análoga à escravidão. Os trabalhadores pagaram pelas passagens e atestados médicos e tiveram documentos retidos pela empresa. Não foi servida alimentação para eles e a jornada de trabalho era exaustiva. Alguns deles iriam pagar R$ 400 para trabalhar no Rock in Rio.
O ministério afirmou que os auditores fiscais constataram falta de camas e condições adequadas de higiene em um dos alojamentos. A ação contou com a participação do Ministério Público do Trabalho.
Nesta segunda-feira (28) será feita a rescisão dos contratos de trabalho e o pagamento de verbas indenizatórias, além da entrega das guias do seguro-desemprego.
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Há dozer anos,desde 2003,a Auditoria Fiscal do trabalho descumpre a lei da propria carreira e justamente a que zela pela Saude e Segurança do Trabalho.Paragrafo2 do Atigo3 da Lei 10593..........Esta lei descumprida acarreta em efeito dominó uma serie de descumprimentos legais que versam sobre a mesma materia.....São auditores fiscais do trabalho sem a formação em engenharia de segurança do trabalho e medicina do trabalho exercendo funções exclusivas que não lhes compete. § 2º Para investidura no cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho, nas áreas de especialização em segurança e medicina do trabalho, será exigida a comprovação da respectiva capacitação profissional, em nível de pós-graduação, oficialmente reconhecida.
" Os trabalhadores pagaram pelas passagens e atestados médicos e tiveram documentos retidos pela empresa. Não foi servida alimentação para eles e a jornada de trabalho era exaustiva. Alguns deles iriam pagar R$ 400 para trabalhar no Rock in Rio. O ministério afirmou que os auditores fiscais constataram falta de camas e condições adequadas de higiene em um dos alojamentos." Os caras só leem o primeiro parágrafo e já saem falando "não era escravidão... 2 reais por batata"... quero ver vcs trabalhando em tais condições.