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Fãs do System of a Down chegam antes e vão virar a noite na Cidade do Rock

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

24/09/2015 12h24

Madrugar para garantir os primeiros lugares na fila já é muito "mainstream". Rocn 'n' roll mesmo é passar o dia inteiro debaixo de sol quente na Cidade do Rock para ver o System of a Down e já planejar passar a noite virado para ver Slipknot no dia seguinte.

Johann - Zulmair Rocha/UOL - Zulmair Rocha/UOL
Johann Rosner saiu de São Paulo e madrugou na fila do Rock in Rio para ver System of a Down
Imagem: Zulmair Rocha/UOL

É o caso do programador Johann Rosner, 21, que saiu do trabalho, em São Paulo, na noite da última quarta direto para a rodoviária. Ao desembarcar no Rio, seguiu viagem para a fila, onde foi um dos primeiros a chegar, às 6h30. E trouxe com ele uma mochila com lanches para garantir a energia até o show de sexta. "Já fiz um esquema parecido no Monsters of Rock. Teve uma hora que a gente ficou sem água e comeu miojo com uísque", lembra ele, que vai encontrar o irmão e um grupo de mais 20 pessoas que conheceu em outras edições do Rock in Rio.

Depois da diversão, no entanto, vai precisar trabalhar dobrado para compensar as folgas. "Fiz um acordo com meu chefe. Vou pagar as horas desses dois dias depois".

A maquiadora Gabriela Lopes, 23, também planejava passar a noite acordada para o dia seguinte. "É muito cansativo, mas vou ficar direto. Slipknot é uma banda muito esperada. A gente dá um jeito, cochila lá dentro, quando der", afirma ela, que foi acompanhado do amigo Jhonata Amorim, 24.

Pedro - Zulmair Rocha/UOL - Zulmair Rocha/UOL
O estudante Pedro Henrique Villa Nova, 20, tem tatuado na costela um verso de sua música favorita da banda, "Chop Suey": "I cry when angels deserve to die" (eu choro quando anjos merecem morrer, em tradução livre)
Imagem: Zulmair Rocha/UOL

O estudante Pedro Henrique Villa Nova, 20, não só coleciona discos e pôsteres do System Of a Down, como tem tatuado na costela um verso de sua música favorita da banda, "Chop Suey": "I cry when angels deserve to die" (eu choro quando anjos merecem morrer, em tradução livre). "Vim sozinho e trouxe umas três garrafas de água para aguentar a espera. A missão é conseguir um lugar na grade. E fiz uma bandeira que quero tentar entregar para eles", conta.

Um grupo de cinco amigos de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, também chegou às 6h30. Não por escolha de Mychael Oliveira, 19, que preferia dormir um pouco mais, mas foi voto vencido. "Em 2013, cheguei meio-dia e até consegui pegar o medalhão do Slayer!", argumenta.

Mas não foi o suficiente para convencer os amigos. "A gente queria garantir um lugar na grade. Se for pra ver de longe, eu veria da TV", diz Amanda Cavalcante, 20. "É pra sentir o suor. Nunca mais tomaria banho", brincou Thayane Oliveira, 19.

Bruna - Zulmair Rocha/UOL - Zulmair Rocha/UOL
Bruna Caroline investiu no visual rock'n'roll e adotou meia-calça mesmo sob o sol escaldante
Imagem: Zulmair Rocha/UOL

Estilo mesmo no calor

Corajosas, as estudantes Bruna Caroline Lima e Júlia Silva Carlos 18, investiram no visual rock'n'roll e adotaram meia-calça como modelito mesmo sob o sol escaldante. "Já estou me arrependendo", contou a paulistana Júlia, empolgada para seu primeiro Rock in Rio.

"Sonho em vir pra cá desde criança. O plano era vir em 2017, mas meu namorado realizou meu sonho. E ainda ver o System, minha banda favorita... Não quero mais nada", contou ela, também curiosa pela performance do Hollywood Vampires, banda formada por Alice Cooper, Johnny Depp e Joe Perry.