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Show do Matchbox Twenty tem efeito de uma banda de abertura no Rock in Rio

José Norberto Flesch

Do UOL, no Rio

20/09/2013 20h32

No dia em que ao menos 70% do público queria ver Bon Jovi, e o que visse antes disso era lucro, o Matchbox Twenty cortou a apatia inicial da plateia com o hit "Disease" logo no começo de seu show, que abriu nesta sexta-feira (20) a programação internacional do Palco Mundo no Rock in Rio 2013.

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Outro nome que reforça o foco nos anos 1990 desta edição do festival, o Matchbox Twenty distribuiu seus hits ao longo da performance. Ao público, coube apenas reconhecer e cantar sucessos que as rádios tocaram muito --e ainda tocam--, como "3 A.M." e "Unwell". No fim, teve uma versão de "Jumpin' Jack Flash", dos Rolling Stones, e o megahit "Push".

"So Sad So Lonely", do álbum "More Than You Think You Are" (2002), com seus solos e pegada mais roqueira, foi uma das faixas que mais cativaram o público, que acompanhou com palmas, enquanto o vocalista descia do palco para cumprimentar o fãs. "Procuramos por isso [tocar no Rock in Rio] durante nossa vida inteira", afirmou o vocalista Rob Thomas logo no início da apresentação. "É um sonho estar aqui."

Ainda que a mistura de rock e pop do M20 (como a banda também é conhecida) tivesse poder de segurar uma apresentação do grupo como headliner em um festival menor, no Rock in Rio funcionou como um competente show de abertura. É como alguém ter um jantar importante, mas três horas antes querer comer alguma coisa para não deixar a barriga vazia. Uma boa salada alimenta e segura a fome. O show do Matchbox Twenty, na noite do Bon Jovi, teve o mesmo efeito.

O Matchbox Twenty está na estrada divulgando o álbum "North", de 2012, o primeiro lançado pelo grupo desde 2007.

Público no 2º final de semana do Rock in Rio
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A atração mais esperada desta sexta-feira (20), quinto dia do Rock in Rio, é a banda Bon Jovi, que tocará sem seu baterista Tico Torres -- internado novamente para uma cirurgia e que será substituído por Rich Scannella. Aberto com show de Frejat, o Palco Mundo recebe ainda o Nickelback.

O norte-americano Ben Harper, que se apresentou ao lado Charlie Musselwhite, foi o destaque do Palco Sunset, onde também tocaram The Gift e Afrolata, Grace Potter and The Nocturnals e Donavon Frankenreiter.

Mais jovem artista do festival, aos 21 anos, a cantora Mallu Magalhães também passou pelo Sunset e foi recebida com gritos de "linda" e "maravilhosa", mas não conseguiu prender a atenção de seus fãs quando dividiu as atenções com a Banda Ouro Preto, que toca repertório jazzístico de Moacir Santos.

A vez do rock no Rio

A segunda parte do Rock in Rio, que conta com atrações mais roqueiras e pesadas do que na semana passada, teve início nesta quinta-feira. O destaque da noite foi a apresentação do Metallica, que voltou ao festival após dois anos, com repertório que revirou praticamente toda a discografia da banda em um show de 2 horas e 10 minutos de duração.

Os shows do 4º dia do festival em um "tuíte"
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O saudosismo também deu as cartas no show dos veteranos do grunge Alice in Chains, que levaram os fãs de volta ao ano de 1992, época em que a banda lançou "Dirt", um de seus álbuns mais celebrados, que ajudou a compor o repertório da apresentação.

Principal palco do festival, o Mundo teve ainda nesta quinta os brasileiros do Sepultura, que tocaram junto com o grupo francês de percussão Tambours du Bronx, e os suecos do Ghost BC, em sua apresentação performática repleta de provocações à igreja católica que não animou muito o público da Cidade do Rock.

Pelo Palco Sunset, passaram nesta quinta-feira dois antigos conhecidos dos fãs de rock no Brasil: o ex-Skid Row Sebastian Bach e Rob Zombie, que já tinha vindo ao país em 1996 à frente da banda de metal White Zombie.

 

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